Especial

APRENDER ME FAZ BEM

Cara do Espelho

Quando a gente se olha no espelho e não se reconhece ou enlouquece ou escreve. Fiz um pouco dos dois. Estudo jornalismo e escrevo no blog Cara do Espelho sobre o que vejo, sinto e reflito. No mais, não sou nada. Estou de passagem, estou em mutação, em evolução. Apenas estou.
Por Diogo Souza, o Cara do Espelho.

http://www.facebook.com/diogocaradoespelho | http://www.instagram.com/caradoespelho

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Minha vida mudou quando ouvi uma música uma vez chamada Man in the Mirror, já contei essa história para vocês. O refrão lembra que é preciso fazer uma mudança dentro de nós para mudar o mundo. Desde então, tenho vivido muitas mudanças em minha vida e, nos últimos tempos, mais do que nunca, tenho passado por várias delas. E, dentro de cada novo cenário a que sou exposto, aprendo e modifico algo em mim.

O que acontece é simples, com as adversidades, temos que mudar e aprender algo novo sobre nós mesmos, as pessoas e o mundo a nossa volta. Sou de natureza inquieta, então preciso sempre fazer algo, pois ficar inativo e sem criatividade me cansa e me deixa ansioso. Geralmente, me dedico a coisas próximas ao que gosto de fazer, como o blog.

Foi assim que aprendi alguma coisa (pouca) sobre o HTML do blogger e como usar suas ferramentas. Também aprendi a usar as redes sociais para divulgar os textos, aprendi a usar aplicativos online para criar banners e ilustrações para publicações e agora estou treinando ferramentas de vídeo e de design.

Eu gosto de aprender esse tipo de coisa, assim como quem gosta de cozinhar está sempre em busca de novas receitas e sabores, como músicos sempre aprendendo uma nova canção, poetas buscando novas inspirações. Essa sede de aprendizado movida por amor nos faz muito bem. Sempre que estou com a mente inquieta, me dedico a uma tarefa nova. Já quando estou com muitos problemas e não vejo saída, sei que posso aprender algo novo para encontrar uma solução nova. É um ciclo.

O fato é que aprender nos renova e nos torna maiores que antes e mais sábios. Aprender estimula o cérebro e faz bem para nossa saúde mental. Então, aconselho: aprenda algo novo. Procure algo que você goste, observe, imagine, experimente e aprenda.

Você vai se sentir melhor.

 

Filhos etc. e tal

Depois que temos filhos, o universo da maternidade nos absorve por completo, não tem jeito. Queremos compartilhar dicas e vivências, tirar dúvidas, fazer nossa programação para o fim de semana em família, saber mais sobre educação, saúde, alimentação, entre outros assuntos. Também desejamos mais compreensão e menos julgamentos ou palpites. Esse espaço aqui é para isso. Toda semana, eu – Jornalista há mais de 10 anos - vou contar uma história real, protagonizada por minha filha Luiza, de apenas 03 aninhos; e trazer notícias que interessam a todos aqueles que encaram diariamente o maravilhoso
desafio de ter filhos. Prazer, Gabriela Melo!
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Luiza falou o primeiro palavrão. "Porra!". Eu e o pai dela, que estávamos juntos na hora do xingamento, fomos pegos de surpresa. Não sabíamos se ríamos disfarçadamente ou se a repreendíamos. Fizemos as duas coisas. "Essa palavra é feia, não fale mais, tá certo?".

Dias depois, ela chega da escola tagarelando. "Lucinha [nome fictício] falou palavrão", contou. A avó estava em casa e foi logo perguntando qual palavrão ela tinha dito. "O mesmo que eu disse ontem [ontem pra ela é qualquer dia antes de hoje]", respondeu. "Qual foi?", a avó insistiu. "Não pode falaaaar", disse Luiza, cheia de convicção. Arregalei os olhos e sorri para meu marido, pensando no quão rápido ela tinha aprendido aquela lição. Que orgulho!

Mais alguns dias depois, brincando na sala depois de chegar da escola, ainda de farda, ela diz:

- Mamãe, o que é palavrão? 
- São palavras feias que a gente não deve dizer.
- Diga algumas palavras feias.
- ‘Porra’.
- Outra.
Já estava pronta pra desconversar porque não queria ampliar o repertório de palavrões dela quando escuto:
- ‘Chato’ é uma palavra feia?

Na hora captei a essência da pergunta. Ela não compreendeu por que ‘porra’ era uma palavra feia simplesmente porque não conhecia seu significado. Ela ouviu alguém falando (possivelmente em casa – mea culpa) e repetiu. Mas Luiza sabia o que era ‘chato’. Sabia também que, quando dizemos pra uma pessoa que ela é ‘chata’, essa palavrinha é ofensiva. Pode até machucar.

Então, pela lógica, ‘chato’ deveria ser uma palavra feia, de uso proibido, assim como ‘feio’, ‘burro’, ‘lerdo’ e tantos outros adjetivos depreciativos que as crianças costumam usar com bastante frequência, a partir de uma determinada idade, principalmente para desqualificar alguns coleguinhas. Sempre que desço para brincar com Luiza no parquinho do condomínio, ouço pelo menos uma dúzia dessas ‘palavras feias’ ditas por meninas e meninos um pouco maiores com uma naturalidade impressionante.

Meu pensamento foi longe. Analisei que seria melhor que os pais “liberassem” os palavrões para as crianças, mas vetassem esse outro tipo de xingamento, tido como normal, corriqueiro, alertando que algumas palavrinhas podem deixar os pequenos tristes, abalados, com a autoestima baixa. Pensei também que, em alguns casos, essas ofensas se repetem tanto que viram bullying, um assunto ao qual todos nós, pais, devemos estar atentos sempre. É um problema sério, que nasce justamente da naturalização da ofensa e da falta de empatia.

Voltando ao diálogo com Luiza, acabei dizendo a ela que ‘chato’ não era palavrão, mas que era, sim, uma palavrinha feia que a gente não devia dizer a outra pessoa. Citei outras palavrinhas feias enquadradas na mesma categoria, como ‘bobo’, e pedi para ela imaginar que estava gripadinha, com o nariz escorrendo.

- Se um amiguinho seu aponta para seu nariz e começa a gritar ‘catarrenta, catarrenta, catarrenta!’, você ia gostar?
[Ela respondeu ‘não’ com a cabeça, e fez uma carinha de sofrimento]
- Então a palavrinha ‘catarrenta’ é feia e não deve ser dita para não deixar as pessoas tristes, entendeu?    
- Sim. 

Acho que a lição foi compreendida, mas vou ficar de olho. Não só nela, mas em mim também. Assim como Luiza pode ter aprendido a falar ‘porra’ comigo, também pode acontecer de ela ouvir eu me referindo a algumas pessoas com termos depreciativos, e aí já viu, né? Crianças aprendem rápido quando explicamos alguma coisa, mas são mais ligeiras ainda para copiar nossas ações. E exemplo é tudo, não acham?


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COMPARTILHANDO...


SETEMBRO NA BIBLIOTECA
A Biblioteca Infantil Aglaé Fontes Alencar (Biafa) preparou uma programação especial para o mês de setembro. Todas as quartas-feiras, às 15h, alunos do curso de teatro da Universidade Federal de Sergipe (UFS) vão encenar a peça “Pirlipatinha e a Castanha de Cajuaçu”. No dia 15, às 15h, Bethânia Aragão comanda uma sessão especial de contação de histórias. E entre os dias 18 e 22, às 9h e 15h, tem ‘Contos da Primavera’ com a turma da biblioteca. Todas as atividades são gratuitas. Agendamentos e mais informações podem ser obtidas pelo telefone (79) 3179-1965. A Biafa fica juntinho da Biblioteca Epifânio Dória, perto do Ginásio Constâncio Vieira, em Aracaju.


jv

VIVA JOÃO VITOR
O lindinho João Vitor completou mais um ano de vida no último dia 4 e recebeu muito carinho da família e dos amigos. A mamãe Elaine Aragão chamegou demais o aniversariante e não economizou nas manifestações de amor e gratidão pela vida do filho. A coluna deseja muita saúde e felicidade para o estudiosíssimo JV.

circo

OFICINA DE CIRCO
De 5 a 17 de setembro, a garotada poderá se aventurar pelo universo circense e experimentar suas habilidades na lira acrobática, tecido aéreo, mini-trampolim, malabarismo, perna de pau e equilibrismo. A Oficina de Circo do Palhaço Mixuruca funcionará diariamente no Shopping Jardins, em frente à Cacau Show. De segunda a sábado, as atividades acontecem das 10h às 22h. Já aos domingos e feriados, a oficina começa às 14h e vai até 20h. Podem participar crianças de 3 a 13 anos. O preço varia entre R$ 20 (15 minutos) e R$ 40 (60 minutos).

 
ivan

APLAUSOS PARA IVAN
Esta semana, o músico estanciano Ivan Reis publicou um textão digno de aplausos. No post, intitulado ‘Por que não uso mais minha camiseta de paizão’ e compartilhado algumas dezenas de vezes, ele diz que deixou de consumir produtos que promovem, mesmo que subliminarmente, a ideia de que homens que cuidam de suas crianças são ‘super pais’, que são excepcionais. “Já ouvi de pessoas diferentes [...] que sou um ‘homão da porra’, ‘um pai presente’, ‘um grande pai’, etc., quando na verdade estou sendo apenas ‘pai’. Não me entenda mal, eu percebo o carinho que há por trás desses elogios, assim como vejo perpetuada nesse discurso a ideia enraizada de que eu estou fazendo algo a mais, ou algo que minha esposa deveria estar fazendo [...]. Já ouvi ‘é... é bom ajudar a esposa’. Entendam de uma vez por todas que não é ajuda. Estou simplesmente sendo o que devo e quero ser para minhas filhas: pai”, diz Ivan. E ele completa lindamente: “Companheiros homens, aceitemos ou não, trocaremos mil fraldas, acalmaremos mil chorinhos, faremos mil passeios, prepararemos mil papinhas e daremos mil banhos, mas um meme que vi um dia desses continuará certo: um homão da porra é só uma mulher normal”. Muitas palmas para essa análise realista e consciente!


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BRANCA DE NEVE NO ENCANTA
A maior parte das escolas de Aracaju deve emendar o feriado desta quinta-feira com fim de semana, e aí muitos pais e mães que trabalham fora de casa terão que se organizar para garantir que as crianças fiquem bem cuidadas e possam aproveitar o dia livre para se divertir. Uma opção é o Encanta, que na tarde desta sexta-feira, 08, receberá a ilustre visita da Branca de Neve. A programação especial inclui brincadeiras, jogos e contação de histórias. Os papais podem deixar as crianças no local às 14h e buscá-las às 18h, ou optar por menos tempo. O Encanta fica no JFC Trade Center. Para saber os valores e reservar uma vaga basta ligar para 3303-4572 ou 98119-1578.

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FAMÍLIA SORRISO
A coluna registra toda a formosura dessa família especialista em distribuir sorrisos. Paula, Clayton e a pequena Manu formam um trio super sintonizado, de bem com a vida e cheio de simpatia.

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Abre a boca, mana! Quem disse que as manas não podem falar sobre tudo? Pois é, aqui a gente vai conversar sobre as políticas envolvendo a comunidade LGBTQ, a criminalização da transfobia, lesbofobia e homofobia, o mercado de trabalho, as incríveis histórias de vida, denúncias e a importância da representatividade. A coluna é um espaço para novas frentes de pensamentos sobre o universo LGBTQ em Sergipe.

Prazer, Jonatan Santana!

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Em um mundo repleto de discriminação e machismo, elas se destacam como símbolo de resistência, beleza e arte. As drags queens estão presentes na sociedade desde meados de 1800, surgiram primeiramente no teatro (onde atores homens se vestiam de mulheres para interpretar papéis femininos). Desde então, como muitos outros grupos que compõem o quadro de minorias, são estereotipadas e vítimas de preconceito velado dentro e fora do mundo LGBTQ. Hoje, a nossa coluna contará um pouco da história de Markibia Mazort e Mayara Madson Snaak, duas grandes estrelas de nosso Estado que, diferente do que muitos pensam, carregam em suas trajetórias a luta e as dificuldades de serem quem são.

“É tudo uma questão de dom”, resume Markíbia quando questionada sobre o porquê ser drag. Mas, até perceber que tinha esse talento e começar a dar os primeiros passos, a caminhada não foi fácil. “O principal desafio no começo foi assumir para minha família e tirar da cabeça deles que eu não era uma travesti ou uma trans. Tive que amadurecer a cabeça deles e mostrar que eu era apenas um menino que adorava se vestir diferente, me maquiar e fazer as pessoas sorrirem. Demorou, mas consegui”, conta.

O processo de autoafirmação, aliado ao desconhecimento de muitos sobre a orientação e identidade de gênero das drags queens é uma das questões mais presentes no cotidiano de muitos. Digo isto porque é preciso diferenciar a personagem da pessoa. Drag queen é uma manifestação artística que independe da sexualidade de quem a interpreta, podendo ser gay, bissexual, homem hétero cis, etc. Mulheres também. Mas, neste caso, o termo correto é drag king.

A construção da personagem, normalmente, vem da inspiração de outras artistas. Com a Mayara Madson Snaak foi desse jeito. “Minha drag foi criada ainda na escola. Foi naquela época que percebi que podia fazer fantasias e montar performances. Isso já tem 6 anos e, graças a ela, já conheci diversos lugares”, revela.

Reutilizar peças e se reinventar diariamente: esse é o segredo para ser uma boa drag. Além disso, é preciso ter conhecimento de música, treinar o lipsync (dublagem) e ter presença de palco. “O público está ali e é preciso agradar. Então, temos que oferecer o melhor de nós em cada apresentação”, conta Mayara.

Evoluir diariamente está entre os principais desafios das artistas. O investimento é alto e o retorno quase inexistente. Em Aracaju, por exemplo, os cachês das performances raramente ultrapassam os R$ 250,00. Isso para quem já está no mercado há algum tempo, é conhecida e tem público cativo. Para aquelas que estão iniciando, a realidade é ainda mais complicada. “Drag nova dificilmente ganhará alguma coisa por suas apresentações. O pessoal só fornece o transporte e cede o espaço para se apresentar. Nada mais além disso. E não é nada barato montar uma fantasia”, explica Mayara.

“Hoje em dia para você se 'montar' você tem que ter no mínimo uma boa peruca que não é barata, uma boa maquiagem, um bom figurino, entre tantas outras coisas. Drag é o exagero da mulher (figura que homenageamos) então exige todo um gasto para você sair da imagem masculina e reproduzir a imagem feminina que idealizamos dentro da gente”, complementa Markíbia.

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Competitividade

Outra dificuldade está na perseguição e competição entre si. “Drag também é gente e é da gente (ser humano) esse instinto de competição. Acho que isso ajuda, mas também pode atrapalhar. Eu particularmente não faço competição, existe espaço para todas que fazem bons trabalhos”, explica Markíbia.

Já com Mayara, algumas ocasiões foram bem mais estressantes. “Já perdi minha peruca pouco antes de entrar em cena. Dei um jeito para disfarçar, me apresentei e depois que acabou encontrei minha peruca numa lixeira“, relembra Mayara.

Além disso, é preciso lidar com a incredulidade, falta de apoio e ofensas. “Muitos acham que somos palhaças e já terminei um namoro por conta disso. Ele não gostava que eu me montasse e sempre reclamava. Mas minha drag está acima de tudo isso e, claro, continuei com ela”, afirma Mayara.

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Reconhecimento

Para ambas, mesmo com toda luta enfrentada, não há nada mais significativo do que o reconhecimento do público. “Colocar 500 pessoas numa casa, em comemoração ao meu aniversário de drag, foi uma das coisas mais maravilhosas que me aconteceram. Foi a resposta de muito trabalho e de luta”, relembra Mayara.

Markíbia, por sua vez, tem tanto orgulho de sua drag que prefere esquecer dos momentos mais difíceis e foca somente no presente. “Minha drag sempre me trouxe boas coisas, as ruins que aconteceram eu já esqueci, sou da filosofia de guardar apenas bons momentos. Se você planta coisas boas, você colhe coisas boas, e assim fiz. Preparei a terra, plantei e hoje colho os frutos e, mesmo com essa crise que assombra nosso país, dá sim pra ter lucros, mas ainda não fiquei rica (risos)”.

Atuação

Enquanto Mayara domina o cenário noturno, com presença constante em boates e casas de show, Markíbia foca mais em apresentações de eventos, como casamentos, festas de aniversários, formaturas e chás de panelas. E, apesar de ser bastante conhecidas pelo público, tem períodos de baixas nas performances.

“Graças aos anos de atuação, consegui conquistar um público cativo em algumas boates do Estado e, também, fora dele. Mas a gente precisa estar preparada para tudo, né? Nem sempre é possível fechar 10 eventos no mês, então a gente se vira como pode”, conta Mayara. “Em média realizo entre 6 a 10 eventos, depende muito do mês. Têm meses que faço mais, meses que faço menos e já teve mês que não fiz nada, porém mantenho o carão sempre”, finaliza Markíbia.

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“Morena”, “parda”, “mulata”, “caucasiana escura”... sempre se utilizam de eufemismos, como se a cor negra fosse um problema, um defeito. Chega de eufemismos, chega de ignorar o óbvio: somos negros. Mestiços ou não, de pele mais clara ou não, carregamos em nossos traços, narizes, cabelos e corpos a benção da negritude.
Carregamos luta, carregamos força. Nada de diminuições, é negra. 
Prazer, Thiarlley Valadares. Sim, negra!

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Vivendo no Brasil, um país laico com extrema influência da religião católica, não é preciso ser muito ligado a crenças para ter ciência de que o pecado é algo ruim, sujo. Algo que deve ser evitado e, aqueles que o cometem, carregam culpa. Devem se arrepender.

Assim, para alguém criada dentro de um meio cristão, sempre tive plena ciência de, o que quer que fosse comparado ao pecado, bom não deveria ser.

Em 2004, surge o problema: A novela "Da cor do pecado" estreava em rede nacional, com a imagem de um decote feminino, de cor negra. Aos nove anos, eu olhava para Preta (Thais Araújo) protagonista da novela, pessoa a qual o nome da trama fazia referência, e não compreendia.

Nós tínhamos a mesma cor e nós éramos comparadas ao pecado.

E, eu tinha plena certeza, que o pecado era ruim. Muito ruim. Eu olhava meus braços e não entendia o que poderia ter feito de tão errado a ponto de carregar, em minha pele, o pecado. Algumas mentiras, poucas colas nas provas, nada que fosse forte o suficiente para me incriminar.

Já adulta, finalmente compreendi: eu não carregava nada. Nada além do racismo dos outros.

Muitas vezes, frases envolvendo a nossa conduta, força de vontade, beleza e outras características, ligadas única e exclusivamente a nossa cor, podem soar como brincadeira ou até mesmo um elogio. Mas não, não é.

É racismo puro, velado e institucional.

E se torna ainda pior quando a mídia é responsável por reforçar esse racismo, dizendo aos brancos que está tudo bem nos comparar ao pecado, dizer que temos “alma branca” e que somos bonitas (os) demais para alguém de pele escura.

Quando se profere que uma negra possui a pele da cor do pecado, reforça-se a ideia de que as mulheres brancas são feitas para amar, cuidar, casar. Enquanto a negra, serve para o sexo, para levar o homem a loucura, para fazê-lo pecar. Quando o comentário, aparentemente inocente, é feito em voz alta, ele “justifica” a violência contra a mulher negra, que cresceu em 54% entre 2003 e 2013, como culpa da vítima por trazer, em sua tez, o convite a luxúria do pecado.

Então, não. Minha cor não carrega pecado nenhum. Minha cor carrega luta, carrega força, carrega uma negritude que grita pelo respeito de ir e vir, de dizer não, de ser mulher.

Mulher negra. 

 

Cara do Espelho

Quando a gente se olha no espelho e não se reconhece ou enlouquece ou escreve. Fiz um pouco dos dois. Estudo jornalismo e escrevo no blog Cara do Espelho sobre o que vejo, sinto e reflito. No mais, não sou nada. Estou de passagem, estou em mutação, em evolução. Apenas estou.

Por Diogo Souza, o Cara do Espelho.

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O fracasso mexe com nosso ego, pois significa que algo falhou. É algo que dói e digo isso porque, há poucos meses, vi muita coisa dar errado em minha vida. Atividades que antes me satisfaziam, deixaram de ser prazerosas e se tornaram cansativas, enfadonhas e deprimentes. E foi nesse cenário que tive que aprender a lidar com o fracasso.

Eu estava deprimido, estressado e ansioso. A frustração se misturou a um sentimento de incapacidade e inferioridade. Me arrastava em um emprego que não me fazia feliz, dentro de uma rotina cansativa e improdutiva. E se você acha que depois de tantos desacertos as coisas simplesmente começaram a melhorar, se enganou. As coisas conseguiram ficar ainda piores.

Mas chegou um momento que eu cansei. Cansei de trabalhar com o que eu não gostava. Cansei de abandonara escrita por preguiça ou medo de não aceitação. Cansei de me colocar como vítima e fiz um esforço para deixar de resmungar e tomar uma atitude racional.

Nessa fase, tive que tomar decisões que procrastinava há meses. Mudei de emprego, estou mudando minha rotina e aprendendo a fazer coisas que antes acreditava que não conseguiria. Como toda mudança, foi um momento de instabilidades, insegurança e medo. Mas, acima de tudo, foi um momento de aprendizado profundo sobre quem eu sou, onde estou, com quem estou e onde quero chegar.

Enquanto o furacão passava, escrevi uma crônica que está em meu blog chamada “O lado bom do caos”. Ela simbolizou essa mudança, foi quando me obriguei a enxergar que as dificuldades fazem parte da vida de qualquer pessoa e que fracassar é normal.

O importante mesmo é o que a gente faz com esse fracasso.

Entendi que cabe a mim decidir se o caos e o fracasso vão me destruir ou serão uma oportunidade de me reinventar, superar e crescer. Os sonhos são possíveis quando acreditamos e lutamos por eles. Por isso, sempre temos que lembrar que as tempestades passam e as nuvens se dissipam. É por isso que não podemos deixar o desespero nos dominar e o medo nos paralisar. A vida pode não estar sendo fácil e tudo estar fora de controle, mas não é fim do mundo, talvez você só precise descansar, avaliar a si mesmo e recomeçar.

O primeiro passo é acreditar!

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SALA DE ESPELHOS

Transtorno Poetico

Poeta, escritor, compositor sergipano e parceiro musical de muitos; idealizador do projeto literário multimídia Transtorno Poético; integrante do duo InspiraSons - um misto de música e poesia que vem percorrendo saraus pelo Brasil afora; duas vezes finalista do Festival Sescanção; premiado no Festival de Música da TV Atalaia enquanto compositor; criador e um dos produtores culturais do evento Pôr do Sol, Som & Poesia. Pelos meus caminhos, busco reunir trabalhos autorais em diversos segmentos artísticos e trazer a poesia para o cotidiano, para bares, casas de show e festivais.
Prazer, J. Victor Fernandes!
www.transtornopoetico.tumblr.com | www.facebook.com/transtornopoeticoo | Instagram: @transtorno_poetico, @inspirasons | 

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Somos bichos extremamente políticos, como se esse fosse nosso instinto... Dizem que somos uma das poucas espécies que reconhece a própria imagem no espelho, pela noção intrínseca da percepção de um eu único, dizem. A política é a expressão de uma faculdade, uma habilidade, outros animais cavam buracos, migram na mudança de estação, fazem ninhos e tocas elaboradas, nós dormimos e acordamos política. Existe um nós Brasil, um nós nordeste, aquele penhasco conveniente que definirá nossa evolução entre os abismos que criamos e os reflexos que se impõem com mais contundência; do jeitinho brasileiro, do racismo estrutural, das dinastias políticas, das burocracias burras às corporações que fazem do público o reflexo dos interesses privados.

Despolitizados, dizem. Sem conhecimento, dizem. Apartados da realidade da política nacional, dizem.

Eis um agir sem escola, sem cursos que nos impeçam de ser, pois somos e nada nos afasta da política, sendo cada um, em cada agrupamento, reflexo da política que se é no micro, tendo no macro a política que se merece/permite.

Agimos politicamente no passo de quem somos e de nossa base política, nossa casa política, longe do que chamam de política nos lugares do mundo onde dizem que as coisas funcionam, dizem.

Somos repartidos, partidários, passionais, cheios de uma espécie de prazer por sermos assim e não muito dificilmente acordamos com nossas mãos sujas de sangue, espantados, levados pelo impulso da turba, sem sair de casa, ou por não sairmos de casa, atirando contra multidões, cortando cabeças e articulando o fim de impérios, casamentos, envenenando líderes, amizades, abafando revoluções, projetos pessoais, de um jeito ou de outro quebrando espelhos e aguardando a soma do azar.

Acordos, alianças, permissões, privilégios, cortejos e a história criando teses, a história justificando e testamentando o hoje, justificando as necessidades programadas pelas ações da nossa natureza política, supostamente, dizem. Pois, existe a história dos que prevalecem e dos subjugados e eu me pergunto sobre cada página/espelho desse livro.

Bichos políticos, seguimos desde a gênese filhos de Narciso, entre ruas, faces e avenidas achando feio o que não é espelho, como disse o poeta. Da estirpe de Narciso e não de Adão, desde a barriga, desde... Construindo castelos cujas as paredes de dentro são cobertas por espelhos, casas com o papel de parede de espelhos e com porta-retratos com fotos de família que na verdade são espelhos, fronteiras cujos muros internos são espelhados.

Bichos políticos que são capazes de se auto coroarem senhores do intangível e ainda assim carecem da nobreza de um cão, cada um lutando pelo seu reflexo, poucos, mas, muito poucos e espalhados por aí, conseguem perceber que o mundo é uma imensa Sala de Espelhos e se veem em todas as coisas, são e sentem todas as coisas refletidas no Espelho.

                             J. Victor Fernandes.

 

 

PRÓXIMAS PARTICIPAÇÕES E DICAS CULTURAIS

Paulinho Araujo|FOTO: ULY SILVA

LANÇAMENTO DO DOC VIBRAMUNDO
O músico e compositor Paulinho Araújo lançou, essa semana, um mini doc de dez minutos sobre o percurso e realização do seu primeiro trabalho autoral com o CD Vibramundo. Vale à pena conferir.



Ocupe a Praça
OCUPE A PRAÇA > INDEPENDÊNCIA OU MORTE! VAMOS HACKEAR O SISTEMA
O Ocupe a Praça chegou para ficar. Iniciativa de fomento e inclusão cultural através das artes integradas, as edições vem sendo realizadas no Centro Cultural de Aracaju, trazendo nomes expressivos da cena artística sergipana e brasileira, igualmente dando oportunidade para novos talentos e parcelas necessárias e antes excluídas do protagonismo da construção cultural. Façamos parte, por mais iniciativas assim! Nesta quarta-feira será realizada mais uma edição. Além da representatividade da data em si, há um mote muito inspirado que é o objetivo de trazer à luz a história da resistência da imprensa local ante os abusos da ditadura militar; em paralelo, refletir o percurso da construção do cenário local de produção artística e a batalha de seguir superando as expectativas da realidade que insiste em se impor.


Novos Baianos Bruna Ribeiro Copia
ESPECIAL NOVOS BAIANOS
C
hega ao Café da Gente o Especial Novos Baianos, uma viagem musical pela obra de um dos maiores grupos artísticos brasileiros. Um encontro entre parceiros na arte e amigos na vida, os músicos Paulinho Araújo, Bruna Ribeiro, Israel Filho, Danyel Nanume e o poeta J. Victor Fernandes em uma noite única. Unidos no ideal de Apresentar versões e releituras de canções/hinos, trilhas marcantes da história da música popular brasileira, que os inspiram enquanto artistas e integrantes das novas gerações de compositores sergipanos. Uma homenagem e a expressão de um sentimento musical de gratidão aos Novos Baianos.
* Couvert artístico: R$20

Novos Baianos

 

 

Filhos etc. e tal

Depois que temos filhos, o universo da maternidade nos absorve por completo, não tem jeito. Queremos compartilhar dicas e vivências, tirar dúvidas, fazer nossa programação para o fim de semana em família, saber mais sobre educação, saúde, alimentação, entre outros assuntos. Também desejamos mais compreensão e menos julgamentos ou palpites. Esse espaço aqui é para isso. Toda semana, eu – Jornalista há mais de 10 anos - vou contar uma história real, protagonizada por minha filha Luiza, de apenas 03 aninhos; e trazer notícias que interessam a todos aqueles que encaram diariamente o maravilhoso desafio de ter filhos. Prazer, Gabriela Melo!
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Depois de uma série de papos sobre morte, que começaram durante o período de ensaios para a apresentação do Dia dos Avós na escola, e em que tive que responder perguntas como 'por que eu tenho duas avós e um avô?', 'onde está meu outro avô?', 'morar no céu é morrer?', 'o que é morrer?', 'quando as pessoas morrem?', 'todo mundo morre?', 'gatinhos também morrem?', 'o céu é de que tamanho?' e 'cabe todo mundo no quarto de Papai do Céu?', vi que os questionamentos nunca acabavam e que minha filha de apenas 03 anos estava muito assustada. Chegou a ir dormir chorando de soluçar, dizendo que não queria morrer nem ficar velhinha. "Quelo ser quiança pla semple", "me plotege, por favor!", foram as frases mais ditas aqui em casa durante mais de uma semana.

Apesar de ter respondido todas as perguntas dela da forma que julguei mais adequada, tentando ser leve e lúdica, vi que o assunto rendeu demais e me arrependi de ter dado algumas explicações que a levaram a entender que, sim, todo mundo morre um dia, e que quando morremos não ficamos fisicamente perto das pessoas que amamos. Então, depois do primeiro e desastroso papo, apelei pro clássico 'virou estrela' - estão no céu com Papai do Céu, iluminam a gente, são lindas, podemos vê-las, etc. Foi uma explicação complementar na tentativa de apagar danos.

A essa altura, como típica mãe que sou, eu já estava morrendo de culpa pelo excesso de informações passadas, mesmo que sob demanda, e pelo terror que minha filha estava sentindo em relação à morte. Conversei com muitas pessoas sobre isso - meu marido, minha mãe, a professora de Luiza, colegas de trabalho, mães de um grupo no Whatsapp. Tinha pensado em marcar um horário com um psicólogo, mas fui me tranquilizando porque achei que a explicação complementar tinha funcionado, já que minha filha estava falando menos no assunto. Até que um dia desses, na hora de dormir, depois da nossa oração...

- Mamãe, e as estrelas cadentes?
- Você sabe o que são estrelas cadentes?
- São as estrelas que caem lá do céu.
- Sim. O que é que tem?
- Por que algumas pessoas que morrem e viram estrela caem lá do céu? Papai do Céu manda elas saírem de lá?

Mais uma vez dei a melhor resposta que fui capaz, mas fiquei pensando no quanto é desafiador ter filhos. Juro que achei que ia ficando mais fácil à medida que eles fossem crescendo. O trabalho braçal diminui, de fato, mas nossa cabecinha, que já cheia de coisas, é muito mais exigida. Quando eles são bebês, é "só" amar e cuidar, o que não é exatamente fácil. Depois que eles viram essas coisinhas lindas e cheias de dentes que observam, repetem, questionam e contestam, aí o bicho pega. Li em algum lugar que uma criança de 04 anos faz, em média, 400 perguntas por dia. Imagine só!

Como dizem por aí, filho não vem com manual e é normal não saber o que fazer em determinadas situações que você nunca viveu antes. É normal sonhar em ser psicólogo-nutricionista-chef-pedagogo-pediatra, tudo ao mesmo tempo. É normal não ter o conhecimento e as habilidades do mundo todo. É normal errar e se arrepender. É normal não ter, muitas vezes, a medida exata das coisas, a criatividade necessária, a paciência requerida, o tempo livre tão sonhado. É normal querer fugir, se trancar no banheiro. Tudo isso é bem normal, mesmo em se tratando de uma mãe - sempre excessivamente sobrecarregada, exigida e julgada por todo mundo.

Talvez minha última resposta não tenha sido tão boa e com certeza vão surgir mais perguntas desafiadoras. Mas com o tempo, estou lidando melhor com esse negócio de ser mãe de uma criança (a fase ‘bebê’, definitivamente ficou, para trás. #saudade). Agora sei que a parada é punk mesmo, cada vez mais. E mesmo sentindo a maldita culpa, hoje me permito falhar com minha filha. E segue o baile da maternidade, nos embalos do amor, da leveza, da compreensão, da auto-compaixão e do não-julgamento... Bora dançar?

Luiza Melo



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HISTORINHA DE MARIA E JOÃO
TEATRO NO MUSEU
Até 23 de setembro, sempre aos sábados, às 16h, os atores Eden Brisio, Joana Hevelyn, Marcos Matos e Sâmara Gardênia, da Cia Catalise, apresentam ‘A historinha de Maria e João’, no Museu da Gente Sergipana. O espetáculo faz parte da temporada 2017 do projeto ‘Teatro no Museu’, uma iniciativa do Instituto Banese em parceria com companhias de teatro de Sergipe. Na peça, que tem duração de 50 minutos, os irmãos Maria e João encaram desafios após esperarem muito tempo pela chuva que não chega, para salvar a plantação de seu pai. Perdidos numa serra distante cheia de mistérios, eles se abrigam em uma casa repleta de doces que esconde muitas aventuras. Um clássico da literatura infantil com nova roupagem, elementos da nossa terra e musicalidade do nosso sertão. O texto, a música e a direção são de Roney David. Os ingressos estarão à venda no museu antes de cada apresentação, no valor de R$20,00 inteira e R$10,00 meia, sendo que adulto acompanhado de uma criança paga meia.


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SOLTURA DE TARTARUGUINHAS

O Projeto Tamar vai realizar, no próximo dia 02, às 16h, mais uma soltura de filhotes de tartaruga marinha em Aracaju. A atividade, que sempre atrai muitas famílias, é essencial para a preservação da espécie e funciona como importante ferramenta de sensibilização e informação. As crianças podem ver as tartaruguinhas de perto, acompanhar seu trajeto até o mar e tocá-las com cuidado, sob orientação de monitores. Antes ou depois da soltura dos filhotes, dá para esticar o passeio e fazer uma visitinha ao Oceanário de Aracaju, que funciona todos os dias das 9h às 21h. A entrada é R$ 18 inteira e R$ 9 meia.


penelope
PENELOPE CHEGOU
Nasceu, no último dia 27 e cheia de saúde, a aguardadíssima Penelope, filha de Monara Nascimento e Júlio Fonseca. A deliciosa espera deu lugar a uma rotina cheia de amor e intensos cuidados. A família é só alegria e os amigos do casal já estão agendando visitinhas para conhecer a princesa e sentir aquele cheirinho delicioso de bebê – para mim, o melhor cheiro do mundo! Desejamos felicidades e saúde para os três, e muita calma e parceria para os papais queridos nesta fase de muita trabalheira. Contem com a amiga aqui!


Theo 1 ano
THÉO FAZ UM ANO
O lindo Théo, filho de Celita Simões e Gabriel Silveira completou 01 aninho esta semana. A mamãe usou as redes sociais para agradecer por todo o aprendizado e a felicidade que experimentou nesses 12 meses de muita tensão, cansaço e também muito prazer. E repetiu aquela frase que todas nós, mamães, sempre dizemos, com um apertinho no coração: “- Como o tempo passa rápido!”. Muita saúde e sabedoria para aproveitar cada dia, curtindo essa fofurinha de sorriso fácil.


NETOS DE ALUGUEL
Jovens empreendedores estão oferecendo serviços variados a idosos que precisam de ajuda para alguma tarefa. Eles ensinam a usar computadores e smartphones, levam os vovôs e as vovós para consultas médicas, exames, passeios, compras, entre outras atividades.  Geralmente, os netos de aluguel oferecem seus serviços nas redes sociais, são contatados por familiares dos idosos e cobram por hora. A ideia foi de um engenheiro civil de Vitória (ES) que estava desempregado. A iniciativa deu certo e foi copiada em outras cidades, como São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba e Salvador.


REFORÇO ON-LINE
Professores super competentes de disciplinas variadas têm canais de vídeos no Youtube onde ensinam - de forma simples e divertida - macetes de matemática, regrinhas de ortografia e concordância verbal, palavras e expressões em inglês, entre muitos outros assuntos. É uma maneira leve de aprender conteúdos diversos fora da sala de aula e impulsionar os estudos, especialmente para os adolescentes que adoram estar conectados. Alguns vídeos são bem úteis também para concurseiros. Vale à pena conhecer as páginas ‘Matemática com Procópio’ (que tem mais de 1,6 milhão de seguidores no Facebook!) e ‘Ask Jackie’, por exemplo. Tem também canais no Youtube, que reúnem videoaulas de várias disciplinas - entre eles, o Me Salva!, Descomplica, além do YoutubeEdu.

Viver é mudar

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Quando a gente se olha no espelho e não se reconhece ou enlouquece ou escreve. Fiz um pouco dos dois. Estudo jornalismo e escrevo no blog Cara do Espelho sobre o que vejo, sinto e reflito. No mais, não sou nada. Estou de passagem, estou em mutação, em evolução. Apenas estou.

Por Diogo Souza, o Cara do Espelho.

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“Afinal, quem é você? Diogo ou o Cara do Espelho?”.

Foi isso que me perguntaram outro dia e, sinceramente, não sei mais dizer. Por muito tempo mantive os dois separados. Na verdade, o Cara era uma via de escape para emoções presas. Como se eu tivesse que manter minha essência dividida em dois e alternar entre um e outro.

Tudo começou num dia sombrio quando esbarrei com o espelho e me perguntei: quem é você, cara do espelho? Engoli seco por não saber a resposta. O estado depressivo nos desconecta de nós mesmos e eu estava tão preso dentro de mim que me perdi lá dentro.

Um refrão ecoava insistente no rádio: “estou começando com o homem no espelho/ estou exigindo que ele mude seus modos”. Foi quando percebi que estava com uma venda, uma mordaça e tampões no ouvido que coloquei enquanto construía uma fortaleza de cristal ao meu redor. E a canção continuava “se você quer fazer do mundo um lugar melhor/ olhe dentro de si mesmo e faça aquela MUDANÇA”.

Não dependia de meus pais, dos meus amigos, dos meus professores, a mudança dependia apenas de mim. Foi assim que comecei a escrever e vi minha vida inteira mudar. Pois nós não somos nada, estamos somente de passagem, então não precisamos ser ou pensar a mesma coisa a vida toda.

Quando me esqueci disso, a depressão e ansiedade voltaram e precisei analisar o que estava errado. Em algum momento, baixei a guarda, deixei que certas coisas me atingissem e me anulei.

Percebi que estava preso dentro de um personagem mais uma vez, como se quisesse manter a imagem de um Diogo que não existe mais. E isso não era mais possível, pois eu mudei! E vou continuar vivendo, aprendendo e mudando.

É tempo de sair do personagem, esticar os braços e as pernas e tirar o peso das costas. Olhar a si mesmo e se reconhecer sem máscaras, aceitar nossas forças e fraquezas e saber que são essas duas medidas que nos fazem ser quem somos.

Para mudar, não basta se colocar diante do espelho, é preciso encará-lo e mergulhar no próprio reflexo. Refletir por si só, descobrir-se. Isso é encontrar a luz e a paz interior. É o que esta coluna representa, o encontro do Cara com o Espelho.

Sejam bem-vindos!

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