Especial

SORORIDADE QUANDO CONVÉM

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“Morena”, “parda”, “mulata”, “caucasiana escura”... sempre se utilizam de eufemismos, como se a cor negra fosse um problema, um defeito. Chega de eufemismos, chega de ignorar o óbvio: somos negros. Mestiços ou não, de pele mais clara ou não, carregamos em nossos traços, narizes, cabelos e corpos a benção da negritude.
Carregamos luta, carregamos força. Nada de diminuições, é negra. 
Prazer, Thiarlley Valadares. Sim, negra!

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Acredito que nunca se falou tanto em união de gênero como nos últimos anos. A mulher foi criada para ser competitiva, para ‘dar na cara das inimigas’ e ser sempre a melhor, a mais bonita, a mais sensual. Após o renascer do feminismo é que passamos a tratar as situações acima como irrelevantes e tentamos, pouco a pouco, acabar com essa rivalidade e pregar a união e o companheirismo entre mulheres, principalmente em casos de vulnerabilidade como assédios e estupro.

É uma palavrinha nova que você já deve ter lido por aí: sororidade.

Em sua definição, consiste no “não julgamento prévio entre as próprias mulheres que, na maioria das vezes, ajudam a fortalecer estereótipos preconceituosos criados por uma sociedade machista e patriarcal”.

Logo, entendo que a partir do momento que nos denominamos feministas e unidas, temos que nos focar no não julgamento prévio. Somos livres para sermos o que bem entendemos, em todos os aspectos, e isso ainda causa desconforto para conservadores. Foi através do feminismo e da nossa união que conseguimos o direito ao voto, aos estudos, ao emprego fora das salas de aula e da enfermagem. Assim, é preciso estar claro que devemos apoiar umas as outras, independente da divergência entre nossas escolhas. Afinal, a partir do momento que somos livres, temos total direito de escolha – sendo esta a mais comum ou não.

O que machuca e até mesmo desacredita todo o movimento, é quando mulheres que pregaram a sororidade, principalmente em debates na internet e nas redes sociais, ao se verem fora da web, detonam suas semelhantes. Tenho visto muito discurso de amor às “manas” e presenciado atitudes contrárias quando esta mesma união é colocada a prova.

O que mais tem me incomodado no meio feminino negro, por exemplo, é a imposição do uso de cabelos ao natural. Por tanto tempo fomos condicionadas, não, forçadas a usar um padrão de beleza alisado e não importava o que fizéssemos, ainda assim não era o bastante. Desta forma, agora que os cabelos cacheados e crespos estão ganhando espaço, não cabe a nós forçar que outras mulheres assumam seus cachos.

A escolha precisa vir da principal beneficiada.

Fomos e somos forçadas o tempo todo a ser quem não queremos. 

Não nos cabe, em momento nenhum, impor um estilo de vida para alguém.

A sororidade é linda e necessária. Pregue-a por onde passar, mas acima de tudo, pratique-a.

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Abre a boca, mana! Quem disse que as manas não podem falar sobre tudo? Pois é, aqui a gente vai conversar sobre as políticas envolvendo a comunidade LGBTQ, a criminalização da transfobia, lesbofobia e homofobia, o mercado de trabalho, as incríveis histórias de vida, denúncias e a importância da representatividade. A coluna é um espaço para novas frentes de pensamentos sobre o universo LGBTQ em Sergipe.

Prazer, Jonatan Santana!

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O processo de aceitação sexual, talvez, seja um dos momentos mais difíceis para uma pessoa. Nele, sentimentos se misturam e esbarram com o próprio modo de ser. Tudo parece muito confuso. E é mesmo. Por isso que, hoje, entendo que cada um tem o seu tempo. Seu modo de ver e enxergar a própria sexualidade. Sem pressa. Sem cobranças.

Eu sei, não é fácil. Até porque, em pleno século 21, após tantas lutas e tabus terem sido quebrados, a orientação sexual de alguém ainda é motivo de discriminação, opressão. E isso é triste. Aliás, isso é terrível. Descobrir-se LGBTQ, na maioria das vezes, causa desconforto para o próprio indivíduo e para quem convive com ele. E tudo que a pessoa precisa, neste momento, é de apoio e não cobranças.

E, quando falo em cobranças, me refiro diretamente a muitos outros LGBTQ’s que insistem em empurrar o outro para fora do armário. Forçando um enfrentamento social precipitado. Imaturo.

Muitos LGBTQ’s não vivem plenamente sua vida afetiva e sexual com medo, especialmente, da rejeição e dos julgamentos por parte de amigos, familiares, conhecidos. Ainda é comum, aqui e em demais países do mundo, associar a homossexualidade a algo ruim. Inferior. E, lá dentro do armário, a pessoa luta contra seus gigantes e, dia a dia, tenta vencê-los. Mas tudo leva tempo. É preciso reconhecer isso. Entender.

Ser gay, lésbica, bissexual, transexual, travesti ou queer, nós sabemos, não é uma escolha. E, por assim ser, também sabemos que cabe a cada um decidir o que fazer em relação à sua própria vida - como em tudo que circunda o cotidiano individual de cada um. Portanto, amigos, se aquele alguém próximo ainda insiste em esconder sua verdadeira orientação sexual, converse, oriente. Dê seu melhor conselho. Mas nunca, em hipótese alguma, obrigue-o a sair do armário só porque, para você, essa é a decisão correta. Somos diferentes, inclusive, no processo de aceitação.

Então, vamos fazer um acordo: se não puder trazer um conforto nesse período tão turbulento, não faça nada que possa, quem sabe?, causar ainda mais danos.

Tenha empatia. Respeite o tempo e armário de cada um.

A-CORDA

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Poeta, escritor, compositor sergipano e parceiro musical de muitos; idealizador do projeto literário multimídia Transtorno Poético; integrante do duo InspiraSons - um misto de música e poesia que vem percorrendo saraus pelo Brasil afora; duas vezes finalista do Festival Sescanção; premiado no Festival de Música da TV Atalaia enquanto compositor; criador e um dos produtores culturais do evento Pôr do Sol, Som & Poesia. Pelos meus caminhos, busco reunir trabalhos autorais em diversos segmentos artísticos e trazer a poesia para o cotidiano, para bares, casas de show e festivais.
Prazer, J. Victor Fernandes!
www.transtornopoetico.tumblr.com | www.facebook.com/transtornopoeticoo | Instagram: @transtorno_poetico, @inspirasons | 

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Não há corda no acordo

Sonhei com o enforcado

Dependurado no abismo

Acordei desacordado

Um dia ela estourou

Não eram nervos de aço

Era uma vida sem graça

Eu, não mais marionete do mundo

Lucidamente louco talvez

Certo do que me convém e da convenção imposta

São e livre para mim

Seguro de ser a minha resposta

Quem está de ponta cabeça, o homem ou o mundo?

Não há corda no acordo

Sonhei com o enforcado

Dependurado no abismo

Acordei desacordado

Um dia ela estourou

Não eram nervos de aço

Era uma ave sem asa

Eu, sem as âncoras que me prendiam

Lucidamente um pouco por vez

Meu normal é sair voando alto

Coração feito balão cheio de vida

São para tirar os pés do chão

Seguro da queda e do risco do salto

Quem está de ponta-cabeça, o homem ou o mundo?

                   ----- J. Victor Fernandes.

O Enforcado tarot

 

PRÓXIMAS PARTICIPAÇÕES E DICAS CULTURAIS

Bia Ferreira

Desde que o tempo é tempo, no mundo se canta...

Eis que surge mais Voz no mundo negrx musical, Bia Ferreira.

Num cenário em que a repetição de fórmulas, a vulgarização da sexualidade, a segmentação de mercado, a falta de raízes e outras coisas ditam as regras no perfil da música brasileira, ela chega portando o estandarte de uma negritude musical performática em gesto, fala, som e cordas.

Compositora com potente trabalho autoral, brasileira sem clichê, moderna sem forçar a barra, batuqueira natural, de musicalidade profunda e suavidade jazzística, Bia é devota suprema do balanço. Artista do ghetto, sua voz é dissonante e ativista.

Tudo isso será visto no dia 21 de setembro, às 21h, no Patrón. Acesso: R$ 10,00.

 

A ILUSÃO CRIA A DOR

Cara do Espelho

Quando a gente se olha no espelho e não se reconhece ou enlouquece ou escreve. Fiz um pouco dos dois. Estudo jornalismo e escrevo no blog Cara do Espelho sobre o que vejo, sinto e reflito. No mais, não sou nada. Estou de passagem, estou em mutação, em evolução. Apenas estou.

Por Diogo Souza, o Cara do Espelho.

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Quando a gente não sabe o que fazer, o melhor é não fazer nada. Não dá para tomar decisões sob nuvens de pensamentos confusos e tempestuosos, é inútil e até perigoso. Em tais momentos, é necessário deixar as emoções se acalmarem até o equilíbrio ser restabelecido. Somente assim será possível refletir e agir de forma sensata, sem trazer prejuízos ao próximo e a si mesmo.

Acontece que no calor das emoções não conseguimos coordenar nosso pensamento e nossas ações, nós ficamos cegos por nossos próprios ressentimentos, remoendo dores e coisas ruins. Leva um tempo para tudo se ordenar na mente e assimilarmos o que aconteceu. Mas, apesar de ser ruim, o sofrimento nunca é em vão, pois a partir dele é possível aprender lições e, desta forma, tornar-se uma pessoa melhor e mais forte.

Geralmente, nosso sofrimento vem das ilusões que criamos, do excesso de expectativas. Não podemos esquecer da nossa felicidade pessoal na tentativa de fazer alguém feliz. Nosso amor e nosso afeto não serão o suficiente para a felicidade do outro. Se tentarmos isso, ficaremos frustrados e tristes porque os outros têm suas próprias vontades e objetivos. Por isso, não podemos esquecer e abandonar a nós mesmos, cada um tem que cuidar de si. Estar bem consigo mesmo para se relacionar melhor e aprender com a vida.  

Filhos etc. e tal

Depois que temos filhos, o universo da maternidade nos absorve por completo, não tem jeito. Queremos compartilhar dicas e vivências, tirar dúvidas, fazer nossa programação para o fim de semana em família, saber mais sobre educação, saúde, alimentação, entre outros assuntos. Também desejamos mais compreensão e menos julgamentos ou palpites. Esse espaço aqui é para isso. Toda semana, eu – Jornalista há mais de 10 anos - vou contar uma história real, protagonizada por minha filha Luiza, de apenas 03 aninhos; e trazer notícias que interessam a todos aqueles que encaram diariamente o maravilhoso desafio de ter filhos.
Prazer, Gabriela Melo!
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Fico assustada toda vez que assisto alguns canais infantis com minha filha. Entre um desenho animado e outro, uma avalanche de anúncios publicitários – geralmente de brinquedos – atinge a nossa sala. Coisas fofas, tecnológicas, barulhentas, inúteis, estranhas, melequentas... tem de tudo. É assustador! Por isso tenho regulado mais o tempo em frente à TV e, quando estou por perto, adotei a prática de mudar de canal quando começam os tais comerciais. Muitos desenhos são bem legais (dia desses vi a Doutora Brinquedos dando show numa conversa brilhante com uma boneca que achava seu cabelo feio por ser cacheado), mas o que nos é oferecido junto a eles não me desce.

Na idade de Luiza, principalmente, acho essa exposição excessiva a estímulos para o consumo profundamente prejudicial. As crianças não têm maturidade suficiente para se proteger da persuasão exercida pela publicidade. As consequências podem ser bem sérias, começando pelo materialismo e pela frustração diante da impossibilidade de ter tudo aquilo que deseja. Aliás, por falar em frustração, Luiza viu aquelas imagens maravilhosas da Disney na TV e disse que “plecisa” ir pra lá. Tem falado nisso direto. Já expliquei que a Disney é longe, que a viagem é cara e que não temos dinheiro para isso no momento. Falei que poderíamos juntar dinheiro, aos poucos, para um dia a gente conseguir fazer essa viagem, e dei um cofrinho para ela. Deve ter uns R$ 10 lá dentro, no máximo, mas é um começo (rsrsrs).

Mas minha preocupação com essas questões vai além do que passa na TV. Quando vejo a quantidade de brinquedos que minha filha tem fico abismada. Moramos num apartamento pequeno e não tem nem onde guardar direito. De onde saiu tudo aquilo? Será que compro coisa demais? Será que eu mesma estou estimulando o consumismo? Sim, compro além do que é necessário, mas não é tanto assim. Nesse quesito, a avó tem mais responsabilidade que eu, com certeza. Ela mora longe e ama dar presentes. Quando vem passar uns dias conosco traz uma mala cheia de roupinhas, brinquedos, livros e quinquilharias diversas.

Já pagou excesso de bagagem algumas vezes por causa desse exagero. Já levou algumas broncas minhas também. Prometeu melhorar, mas é só ver alguma coisinha legal ou bonitinha lá em Recife que ela compra pra Luiza. Não consegue vir de “mãos abanando”, com ela diz. Conhecendo a mãe que tenho e as privações por quais passou, eu entendo. Ela vai fazendo estoque e traz tudo de uma vez (no final nem lembra o que tem em cada pacote). E a neta já se acostumou com as malas de presentes. Uma vez uma tia minha de Pernambuco veio nos visitar. Disse que tinha um presentinho para Luiza. Era um lacinho liiindo. Luiza, que tinha pouco mais de dois anos, pegou, olhou e prontamente perguntou: “- Cadê o resto?”. Eu morri de vergonha.

Já percebi que o valor das coisas – por enquanto - não importa nem um pouquinho pra minha filha. Trabalho no centro da cidade, bem no calçadão, e na hora do almoço às vezes bato perna por lá. De vez em quando compro uma bugiganga pra ela. Uma vez comprei um pacotinho de insetos de plástico que custou R$ 3,50. Ela ficou tãããão feliz, com os olhinhos brilhando! Mas, mesmo assim, não quero de jeito nenhum que Luiza valorize mais presentes – por menores e mais baratos que sejam - do que a presença e o afeto. Gostaria que ela soubesse que a felicidade não depende do que ela tem, que o amor não se mede pelo que as pessoas nos dão materialmente e que é mais legal ter o que é necessário, sem sobras nem desperdício.

Mais pra frente, ainda pretendo conversar com ela sobre consumo consciente e lançar propostas e desafios para que nossa família avance nessa direção. Ainda estamos engatinhando. Também pretendo estimular em Luiza o desapego, cada vez mais. Ela mesma já separou duas vezes um montão brinquedos para doar. E foi bem tranquilo, para minha surpresa. Achei que ela não ia querer se desfazer de nadinha, mas da última vez acabou enchendo dois cestos grandes. Sim, dois, e ainda sobrou muita coisa.

Enquanto eu e minha mãe não encontramos o limite do ‘presentear’ (se é que esse limite existe), vamos seguindo nosso instinto, refletindo sobre o assunto e agindo de maneira a deixar bem claras para Luiza algumas coisinhas fundamentais. O pai, por exemplo, durante uma brincadeira com uma caixa-registradora de brinquedo recém-comprada, ensinou o que era caro e barato, e explicou também o que é promoção. Graças a isso, ela me fez rir demais há algumas semanas. Fomos no supermercado e ela se apaixonou por uma zebrinha de pelúcia. Pediu para eu comprar, e eu disse que só levaríamos para casa se não estivesse muito caro. Quando chegamos no caixa, orientei que ela perguntasse o preço à moça.

- Qual o pleço dessa zeblinha?
[bip]
- R$ 59,90.
- Nossa! Que calo! Acho que não está na plomoção, não é, mamãe?
- É, filha, está bem cara mesmo! Vamos colocar ela aqui nessa prateleira. Outro dia, se estiver na promoção, a gente leva.

E pronto. Nenhuma queixa, nem choro, nem contestação. Da minha parte, só orgulho e muitos risos. E ainda ouvi elogios da moça do caixa à minha filha. Muito amor, né?


Luiza e vovó

LUIZA, SEU SORRISO "NATURAL" E A VOVÓ

 

 

COMPARTILHANDO... 


vacinacao

DIA D DE MULTIVACINAÇÃO
Este sábado, 16, é o ‘Dia D’ da Campanha Nacional de Multivacinação. Postos de saúde estarão abertos em todo o país com o objetivo de atualizar a caderneta de vacinação de cerca de 47 milhões de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A campanha começou no dia 11 de setembro e segue até 22 deste mês. Recentemente, o Ministério da Saúde fez mudanças no esquema vacinal e, por isso, os pais devem ir aos postos de saúde para checar a caderneta de vacinação dos seus filhos. Houve alteração nas vacinas meningocócica C, pneumocócica 10 valente, Papiloma Vírus Humano (HPV), febre amarela e dTpa.

 

adocao

ADOÇÃO DE ANIMAIS
Seu filho quer muuuito ter um bichinho de estimação? Se você está pensando em realizar o sonho dele, adotar um animalzinho abandonado é uma ótima opção. Neste sábado, 16, das 16h às 21h, o Riomar Shopping realiza mais uma edição do evento ‘Adoção de Estimação’, em frente à entrada do edifício-garagem. É uma oportunidade de dar um lar a um bichinho e ainda levar alegria e amor para sua casa.

 

SPACEBALL

SPACE BALL
Também no Riomar, o Space Ball está fazendo a alegria da criançada. Quem ainda não se aventurou no parque de diversões com bolinhas de outro mundo tem até o Dia das Crianças para mergulhar nesse mar de diversão. Custa R$ 15 por 15 minutos, e mais R$ 1 a cada minuto adicional.



DESENVOLVER

VEM BRINCAR
Um evento para toda a família, com atividades diversificadas, está sendo preparado pelo grupo de profissionais especialistas em cuidados materno-infantis ‘Desenvolver com Amor’. Será no dia 30 de setembro, na Cultura Inglesa, a partir das 8h. A programação  inclui oficinas, recreação, espaço para alimentação, show musical com a Turma do Recreio, brinquedos infláveis e sorteios de brindes. As inscrições são gratuitas e limitadas, e podem ser feitas no Encanta Espaço Infantil, Elo Saúde Integrada, Cabelo Club e Jardins Odontologia.



hp

LINHA HARRY POTTER
Atenção, fãs de Harry Potter! A Riachuelo está cheia de novidades do bruxo favorito de crianças e adolescentes do mundo inteiro. A coleção tem garrafas térmicas, fones de ouvido, nécessaires, porta lentes de contatos, caixinha de óculos e muito mais. Os produtos já estão disponíveis nas lojas físicas da rede, e a partir desta quinta-feira, 14, também estarão na loja online.



corrida

CORRIDINHA KIDS SOLIDÁRIA
No próximo dia 30, às 16h, acontece a 1ª Corridinha Kids do Projeto Doar-SE, no Parque da Sementeira. As vagas são limitadas e as inscrições – que custam R$ 30 - podem ser feitas na sede da Associação de Renais Crônicos e Transplantados de Sergipe (Arcrese), localizada na Av. Augusto Maynard, 444, São José. Podem participar crianças de 03 a 10 anos. Toda a renda será revertida em ações de educação em saúde a serem realizadas em escolas públicas. Para mais informações, acesse www.doarse.com.

PARA SEMPRE ROGÉRIA!

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Abre a boca, mana! Quem disse que as manas não podem falar sobre tudo? Pois é, aqui a gente vai conversar sobre as políticas envolvendo a comunidade LGBTQ, a criminalização da transfobia, lesbofobia e homofobia, o mercado de trabalho, as incríveis histórias de vida, denúncias e a importância da representatividade. A coluna é um espaço para novas frentes de pensamentos sobre o universo LGBTQ em Sergipe.

Prazer, Jonatan Santana!
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Era madrugada de terça-feira, dia 05 de setembro de 2017, quando, numa dessas noites insones, vi a notícia de sua morte. Custei a acreditar. O dia amanheceu e, em todas as mídias, a confirmação veio como um soco no estômago. Uma paulada violenta que me fez repensar tudo que essa incrível mulher representa em nossas vidas. Morreu Rogéria, a primeira travesti a ascender à mídia e que, de um jeito hilário e envolvente, conquistou um País inteiro. 

Rogéria era símbolo de luta. Carregou em sua trajetória a força e coragem de ser quem é. Sem medo. Sem reservas. 

"Cada vez ela me surpreende mais e sempre", disse Jô Soares, em novembro de 2016, quando a entrevistava. Esse sentimento não era apenas do apresentador. Ela, em cena e na vida, era tão maravilhosa que não há adjetivos que possam traduzir. 

A artista, que começou a sua carreira como maquiadora da TV Rio, ainda nos primeiros anos de vida pública ficou conhecida como símbolo gay e nome marcante na luta contra a homofobia. Era ela que, com muito orgulho, levantava a bandeira da aceitação e respeito e, sem medo de represália, se dizia “a travesti da família brasileira”. E ela era.

Rogéria sempre foi luz. Tinha brilho próprio e sabia utilizar sua posição para debater assuntos importantes, sem perder a graça. E era impossível não percebê-la. Aliás, ela sempre fez questão de ser notada. 

Citar Rogéria é falar em representatividade. Ainda que muitos discordem ou sejam contrários a alguns posicionamentos pessoais seus, foi, graças a ela, que muitas outras travestis tiveram oportunidade na mídia. 

“Deve ser um horror ter que viver no armário”, declarou em uma entrevista ao Jornal O Globo. Rogéria falava isso com convicção e coragem. Coragem esta, contada em um dos trechos de seu livro “Rogéria — Uma mulher e mais um pouco”, lançado em 2016 pela editora Sextante. Nele, ela conta orgulhosa quando vestiu roupas femininas pela primeira vez. “Tinha 12 anos e estava na casa de um vizinho, em Niterói. Botei um maiô Catalina preto, uma saia amarela, um chapéu, e fui andando até as barcas”. Conseguem imaginar o que essa atitude representa?

Rogéria sempre foi grito de revolta. Encarou desafios gigantescos e, numa atitude quase suicida, em plena ditadura militar, no ano de 1964, atuou em seu primeiro espetáculo nacional que contava histórias de transexuais, o “Les Girls”. A partir dessa época, de uma maneira mais ampla, ela levantou bandeiras importantíssimas da causa LGBT no país e foi a porta voz da comunidade.

Ainda falando na carreira artística, Rogéria participou de filmes no cinema brasileiro e era presença frequente em programas de auditório como jurada. Em 1979, ela recebeu o troféu Mambembe pelo espetáculo "O Desembestado", que fez ao lado de Grande Otelo. Ela ainda atuou em novelas como "Tieta", em 1989; Paraíso Tropical, em 2007; e viveu uma atriz de teatro em "Lado a Lado. Mais recentemente, a atriz e diretora Leandra Leal dirigiu o espetáculo "Divinas Divas" para comemorar os 50 anos de carreira da atriz e outras travestis pioneiras.

Por esses e centenas de outros motivos que a notícia de sua morte me chocou tanto. Perdemos o maior símbolo midiático de nossa causa. Alguém que deu voz e posição aos excluídos. Que nunca negou ser quem é e, acima de tudo, nos fez ser, ainda que minimamente, aceitos no restrito e discriminatório mundo televisivo.

Ela deu o primeiro grande passo e trilhou um caminho lindo. Repleto de luz e irreverência. E graças a ela, cada um de nós, temos o exemplo de alguém que, doa a quem doer, levou o nosso nome aos quatro cantos do país e foi, sem sombra de dúvidas, o maior símbolo nosso na TV Brasileira.

Viva Rogéria!

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SIM, VOCÊ É RACISTA

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“Morena”, “parda”, “mulata”, “caucasiana escura”... sempre se utilizam de eufemismos, como se a cor negra fosse um problema, um defeito. Chega de eufemismos, chega de ignorar o óbvio: somos negros. Mestiços ou não, de pele mais clara ou não, carregamos em nossos traços, narizes, cabelos e corpos a benção da negritude.
Carregamos luta, carregamos força. Nada de diminuições, é negra. 
Prazer, Thiarlley Valadares. Sim, negra!

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Cento e vinte e sete anos após o fim da escravidão no Brasil, ainda há pequenos e grandes (para não dizer enormes) indícios presentes na sociedade que mostram claramente que a igualdade entre brancos e negros não começou quando a Princesa Isabel assinou a abolição. Talvez, a igualdade entre pessoas com cores de pele diferentes nunca tenha existido. E por mais que isso pareça extremismo, só negros sabem o quanto um "simples comentário" pode ser completamente desnecessário e o quanto aquilo expressa exatamente o que o outro pensa.

"Mas isso é exagero", você diz.

Porém, se você usa o termo "da cor do pecado" para se referir a uma pele negra,

Então sim, você é racista.

Se você se espanta ao encontrar uma empregada doméstica de pele branca,

Então sim, você é racista.

Se você acredita que mulheres negras são símbolo de perdição e que exalam sexualidade, enquanto mulheres brancas são símbolo de pureza e delicadeza,

Então sim, você é racista.

Se você usa termos como "dia de branco", "só podia ser coisa de preto", "preto tem arte mesmo", "invejinha branca",

Então sim, você é racista.

Se você acha que mulheres negras não devem colorir o cabelo, usar batons e esmaltes vermelhos e de tons fortes,

Então sim, você é racista.

Se você acha normal o fato de que a maioria dos detentos nas penitenciárias brasileiras são negros,

Então sim, você é racista.

Se você já disse, ao menos uma vez, que "fulana é tão bonita para uma negra" ou "você é tão bonita, uma pena ser escurinha",

Então sim, você é (muito) racista.

Se você acha bonito pessoas brancas usando dreads, mas acha sujo e nojento quando pessoas negras usam,

Então sim, você é racista.

Se você lamenta o cabelo crespo da sua filha ao ponto de alisá-lo quando ela ainda é uma criança,

Então sim, você é racista.

O racismo escondido nas pequenas coisas dói tanto quanto o racismo nu e cru.

O racismo maquiado de um "elogio" ou de uma piada, não é brincadeira, não deve ser levado "na boa".

Racismo é racismo.

Somos racistas uns com os outros,

Somos racistas com nós mesmos,

Somos racistas.

E já passou da hora de mudar isso.

Já se passaram cento e vinte e nove anos.

BORBOLETAR-SE

Transtorno Poetico

Poeta, escritor, compositor sergipano e parceiro musical de muitos; idealizador do projeto literário multimídia Transtorno Poético; integrante do duo InspiraSons - um misto de música e poesia que vem percorrendo saraus pelo Brasil afora; duas vezes finalista do Festival Sescanção; premiado no Festival de Música da TV Atalaia enquanto compositor; criador e um dos produtores culturais do evento Pôr do Sol, Som & Poesia. Pelos meus caminhos, busco reunir trabalhos autorais em diversos segmentos artísticos e trazer a poesia para o cotidiano, para bares, casas de show e festivais.
Prazer, J. Victor Fernandes!
www.transtornopoetico.tumblr.com | www.facebook.com/transtornopoeticoo | Instagram: @transtorno_poetico, @inspirasons | 

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No silêncio que não pesa

a ausência da palavra

Meu coração voltou a bater

Fogo manso feito brasa

da lavra que faz nascer

Na asa que não havia

na lagarta tão pequena

Se repartem os dias

em tantas cenas

Quem fui e quem serei

Quero ser rei de uma coroa de papel

Leve de sair por aí pelo céu

Cumprimentando o povo nas janelas

Borboletando num jardim, nas estrelas, nas ruas

Fazer da vida um doce para comer de colher,

raspar a panela

Até a esquina do mundo da lua

de um domingo qualquer.

                             J. Victor Fernandes.

 

PRÓXIMAS PARTICIPAÇÕES E DICAS CULTURAIS

Por do sol

PÔR DO SOL, SOM & POESIA chega ao Parranka's em mais uma edição, sempre prezando pela diversidade artística e com o cuidado de proporcionar uma experiência única para o público. Teremos uma edição mais que especial. Artistas sergipanos de diversos segmentos deram as mãos ao coletivo filantrópico Faça Você Mesmo e ao Parranka´s para um evento que tem como finalidade arrecadar fundos para uma ação social a ser realizada em outubro, visando ajudar mais de 200 crianças carentes.

Será um grande festival de artes, shows, pocket shows e participações especiais; confira a lista de artistas:
- InspiraSons
- Bento Adami
- Soayan
- Fábio Lima
- Tuka Velloz
- Bruna Ribeiro
- Kleber Melo
- Luan Bomfim
- Werden Tavares
- Bárbara Sandes
- Maruska

Vamos ajudar? A entrada será R$ 10 + doação (brinquedo novo ou em bom estado) ou R$ 20 sem doação. Quando? Domingo, dia 10 de setembro. Onde? No Parranka´s (confira o mapa abaixo). Qual o horário? A casa abre 15h com música, comida, bebida e a piscina para banho; às 16h, começa a primeira atração.

Parrankas MAPA

 

Belchior Heitor

HEITOR MENDONÇA CANTA BELCHIOR NA RECICLARIA
Nesse sábado, dia 16, Heitor Mendonça, acompanhado do multi-instrumentista James Bertish ao Teclado, de Odílio Saminez na Bateria e do Maestro Muskito no Contrabaixo, traz as eternas canções de Belchior ao palco da Reciclaria! Com as participações especiais de Amanda Cunha, Bruna Ribeiro, Soayan e João Victor Fernandes. O espetáculo começa às 21h. Individual: R$ 20.

Sobre Nós

O Soma Notícias é um projeto voltado para garantir que a notícia chegue até o leitor de forma qualificada, com a confiabilidade necessária, numa forma de reportar à toda sociedade assuntos que são de interesse público. Como vivemos um momento diferenciado na comunicação, em que a importância de quem consome a notícia é mais valorizada do que nunca, o Soma Notícias vem para se somar ao objetivo de termos uma sociedade cada vez mais justa, plural e ciente de que os direitos e os deveres dos cidadãos se aplicam a todos, sem exceção. E isso só é possível se tivermos acesso a uma gama de informações confiáveis, que não abram espaço para a dúvida quanto a sua procedência. Essa é a missão do Soma Notícias. E é para executá-la que aqui estamos!

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