Domingo, 28 Janeiro 2018 00:00

SERGIPANOS PELO MUNDO | “Fui convidada para conhecer o País e acabei sendo pedida em casamento”, relembra Aleide Dantas Resta

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Sabe aquelas histórias de cinema em que a pessoa encontra o amor de sua vida de maneira inusitada e acaba casando? Foi dessa forma que aconteceu com Aleide Dantas Resta, de 36 anos. Natural de Capela, a sergipana já morava em Aracaju há algum tempo, então, certo dia, resolveu sair com umas amigas e acabou conhecendo Angelo Resta, o italiano que conquistou seu coração.

O cenário desse grande encontro foi um barzinho da Orla de Atalaia, Zona Sul da Capital. Lá, enquanto conversava com um grupo de amigos, percebeu que um homem não parava de encará-la. Dos olhares, surgiu um convite para dançar. E, assim, tudo começou. “Começamos a conversar pela primeira vez ali mesmo. Eu não falava italiano na época e um tradutor do bar que eu estava nos auxiliou. A partir desse primeiro encontro, surgiu o convite para ir visita-lo na Itália”, relembra.

Logo após essa noite, Aleide passou a ser uma espécie de guia turístico para o italiano. Apresentou as praias, restaurantes e diversos pontos turísticos de Aracaju. Mas ele precisou ir embora. E, então, ela percebeu que aqueles dias poderiam se transformar em algo mais duradouro.

Aleide conta que, a princípio, ela e Ângelo ficaram conversando através das redes sociais e por telefone. Até que, um dia, depois de muita insistência dele, tomou coragem e resolveu aceitar o convite para conhecer sua terra natal. “No começo, fiquei um pouco assustada, pois nunca tinha saído de Sergipe, quanto mais visitar outro país. Mas, lá no fundo, eu tinha a certeza de que não ia me arrepender e me joguei”, revela.

 

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A priori, seriam apenas três meses, mas, assim que voltou de Milão, maior cidade da Itália, com uma população estimada em mais de 7 milhões de habitantes, Aleide explica que foi pedida em casamento. “Foi tudo muito rápido e, também, muito difícil. Até porque, infelizmente, as pessoas aqui ainda associam a mulher brasileira à prostituição. E comigo não foi diferente. Até a família de meu esposo relutou em aceitar nossa união, mas, como eu tinha certeza de nosso amor, aceitei o pedido e fiz de tudo para desconstruir essa imagem. Hoje, graças a Deus, temos uma excelente relação com todos”.

A sergipana lembra que o início da relação foi tão difícil que,  no dia do seu casamento, somente ela, o esposo e o dois representantes da justiça italiana estavam presente. “Casamos após seis meses de namoro. Como eu disse, realmente, foi tudo muito rápido, mas não me arrependo de minha decisão”.

Mas toda essa luta valeu a pena. Hoje Aleide já tem dupla nacionalidade, é funcionária de uma fábrica de bolsas e, nas horas vagas, brinca de ser garota propaganda do seu estado natal. “Eu falo de Sergipe para todo mundo. E foi exatamente por isso que os familiares de meu esposo mudaram a visão que tinham do Brasil. Eu sei que nós temos muitos problemas, mas, também sei de nossas inúmeras qualidades. Principalmente a alegria de nosso povo e as nossas riquezas naturais e culturais”, diz.

E, por falar em riquezas, Aleide conta que, de tanto falar em Aracaju, uma amiga italiana resolveu colocar a cidade como destino para sua lua de mel. “Eu vivo mostrando fotos de nossas praias e pontos turísticos e todos se encantam e dizem que querem conhecer. Daí, uma de minhas amigas -- que vai casar em setembro -- estava procurando uma cidade para conhecer e é claro que não pensei duas vezes. Falei tanto em Aracaju que ela já fechou o pacote e vai passar vários dias em minha terrinha”, explica aos risos.

 

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Divulgando Sergipe

É dessa maneira que Aleide tenta compensar a falta que sente de seu estado. Por meio de publicações em redes sociais, chamadas de vídeos e troca de fotos diárias, ela ameniza a saudade de casa e, ainda, apresenta Sergipe aos italianos.

“A nossa gente calorosa é uma saudade constante. Por aqui não existem pessoas como em nosso estado. Não têm festas tão boas, nem praias como as nossas. Muito menos harmonia entre as pessoas. Estou muito feliz com minha mudança de vida, mas um pedaço do meu coração está triste por não poder desfrutar da minha cidade maravilhosa”, afirma.

Valorização trabalhista

Tem uma coisa que, para Aleide, os italianos ganham em disparada dos brasileiros: o tratamento com os funcionários. “Eu não sinto falta do tempo que trabalhava aí. Na verdade, é a única coisa que não sinto falta de jeito nenhum. Aqui eu trabalho bem menos e recebo quatro vezes mais do que se fizesse o mesmo trabalho no Brasil. Além disso, eu me sinto valorizada e respeitada como profissional. Coisa que, infelizmente, ainda é muito difícil em nosso País”, finaliza.

|Por Soma Notícias
|Fotos: Arquivo Pessoal

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