Coluna

A AUDÁCIA DE SER MULHER

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“Morena”, “parda”, “mulata”, “caucasiana escura”... sempre se utilizam de eufemismos, como se a cor negra fosse um problema, um defeito. Chega de eufemismos, chega de ignorar o óbvio: somos negros. Mestiços ou não, de pele mais clara ou não, carregamos em nossos traços, narizes, cabelos e corpos a benção da negritude.
Carregamos luta, carregamos força. Nada de diminuições, é negra. 
Prazer, Thiarlley Valadares. Sim, negra!

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Era início de tarde de uma simples quinta-feira, eu organizava minhas coisas para sair do trabalho. Ao passar pela recepção, cumprimentei aqueles que ali estavam com um simples “boa tarde”, mas a minha boa educação foi mal interpretada por um dos homens que visitavam a emissora e aguardavam para falar com algum dos meus colegas.

Parecia só um incômodo qualquer e terrivelmente comum na vida de uma mulher. Porém, não era. 

No dia seguinte, tive o desprazer de vê-lo nas ruas, as dez horas da manhã, enquanto fazia o percurso em direção a emissora que trabalho. Ignorei seus cumprimentos cheios de más intenções e continuei o meu caminho. Dali em diante, o indesejável encontro passou a ser cotidiano, fazendo crescer em mim o medo, a incerteza do que poderia acontecer quando ele se cansasse de apenas me seguir.

As ruas que eu percorria eram as mais movimentadas da região, não poderia correr o risco de mudar o trajeto para ruas mais desertas e dar a ele a oportunidade de fazer o que eu tanto temia. Passei a sair dez minutos, mais cedo ou mais tarde que o habitual, mas não adiantou. Contei ao meu pai e ao meu namorado, que uniram forças para me acompanhar até o destino.

Irritada, o ódio crescia em mim, pois não queria ter que depender de um homem para me levar até onde precisava, porém não tinha outra saída. Quando as caronas não eram possíveis, lá estava eu, caminhando a passos largos, os óculos escuros escondendo o olhar assustado, atravessando sinais vermelhos por receio de ficar parada no mesmo lugar por muito tempo e vê-lo surgir ao meu lado, sabe-se lá de onde.

E então, eu finalmente me vi parte da infeliz estatística de 67% da população que sente medo de ser vítima de agressão sexual. E, sentindo na pele e no próprio medo, percebi o quanto nós mulheres somos vulneráveis a este tipo de agressão, o tempo todo. Enquanto muitos relativizam os casos de estupros analisando horário, roupas, companhias, nível de álcool no corpo, e até mesmo o passado das mulheres, ainda nos culpam.

No meu caso aqui relatado, a culpa dessa situação toda foi minha, já que tive a audácia de ser educada.

E, assim, a sociedade segue nos culpando, por termos a audácia de sermos quem somos.

A audácia de existir.

A audácia de ser mulher.

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Abre a boca, mana! Quem disse que as manas não podem falar sobre tudo? Pois é, aqui a gente vai conversar sobre as políticas envolvendo a comunidade LGBTQ, a criminalização da transfobia, lesbofobia e homofobia, o mercado de trabalho, as incríveis histórias de vida, denúncias e a importância da representatividade. A coluna é um espaço para novas frentes de pensamentos sobre o universo LGBTQ em Sergipe.

Prazer, Jonatan Santana!

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Sempre que um tema polêmico vem à tona e, consequentemente, gera uma repercussão maciça da população, tenho o cuidado de buscar entender o assunto. A apuração dos fatos, premissa do bom jornalismo, me persegue em diversos assuntos. E, com a questão da “Cura Gay”, não foi diferente. Sobretudo, por, diretamente, me atingir enquanto pessoa LGBTQ. 

Em 2013, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara aprovou o projeto de decreto legislativo que autoriza o tratamento psicológico, por parte desses profissionais, às pessoas em conflito de identidade de gênero e orientação sexual. Em tese, o texto permite que profissionais da psicologia possam "estudar ou atender àqueles que voluntariamente venham em busca de orientação acerca de sua sexualidade, sem qualquer forma de censura, preconceito ou discriminação”. 

Já nesses dias, o juiz da 14ª Vara Federal no Distrito Federal, Waldemar Cláudio de Caravalho, autorizou a liminar que permite o tratamento de pessoas LGBTQ por psicólogos. A assinatura positiva do juiz contraria a decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) que, em 1990, retirou as questões envolvendo orientação sexual da Classificação Internacional de Doenças (CID). Lembrando, ainda, que, em 1999, o Conselho Federal de Psicologia editou a resolução proibindo qualquer tratamento de reorientação sexual. Sendo assim, é considerado um tanto incoerente essa interferência impositiva do judiciário em algo já instaurado como lei, anteriormente. Principalmente por se tratar de algo ligado a esfera médica e não jurídica.  Essa decisão do juiz, lamentavelmente, valida comportamentos homofóbicos, lesbofóbicos e transfóbicos. E, não, gente, nós não precisamos disso.

O processo de descoberta e aceitação da sexualidade, como disse em outro texto, é, por vezes, carregado de dor. São conflitos internos que, em muitos casos, desencadeiam problemas no cotidiano dessas pessoas. E tudo que não necessitamos neste momento, cara, é de uma lei que instaure, num português bem claro, que “você pode deixar de ser quem você é, fazendo um tratamento”.

É como o Mestre em Direitos Humanos, Cidadania e Políticas Públicas, Gerente Operacional de Promoção da Cidadania LGBTQ do Governo do Estado da Paraíba e Ativista LGBTQ, Marcus Paulo Medeiros, disse numa publicação em rede social. “Tem muita gente que acredita que a homossexualidade é doença e não levam seus planos de cura adiante porque não encontravam nenhum tipo de respaldo. Agora existe. Muitos pais e mães irão se aproveitar disso. Muitos psicólogos continuarão ou começarão esses tratamentos. E pouca gente vai se dar conta. Porque esse País tem dimensão continental e a grande maioria das cidades é de pequeno porte, com poucos habitantes. E nós, nessa bolha em que vivemos na qual fingimos que todo mundo é empoderado o suficiente, não nos daremos conta”.

Em outro momento, Marcus levanta um assunto ainda mais delicado: quem fiscalizará a abordagem desse profissional? “O que poderemos fazer para ajudar o menino gay lá do interior a superar as consequências nefastas que a divulgação dessa decisão vai acarretar para sua vida? Como o Conselho de Psicologia vai conseguir fiscalizar o trabalho de todos os profissionais que se apegarão a isso e farão tratamentos sem pé, nem cabeça, ganhando dinheiro com isso? Precisamos perceber a dimensão e a complexidade dessa discussão. Não é apenas algo que possa ser revertido com outra decisão judicial. É algo que ganha raízes profundas. É preciso que se reflita sobre isso. Para não cairmos no simplismo e achar que tudo estará resolvido se essa sentença for revertida. Nunca esteve. Não estará. Cada vez que isso é propagado finca raízes mais fortes e profundas. E essas raízes vão ficando difíceis de serem arrancadas”, finaliza.

E é justamente isso que eu penso. E reitero: nós não precisamos de cura. Não precisamos de interferência política, social e psicológica para entendermos nosso papel enquanto seres humanos e cidadãos. Não, nós não queremos isso. Não aceitamos. 

Somos cidadãos e, como tal, só desejamos viver de acordo com o que a própria Constituição Federal, no artigo 5º, diz: somos iguais perante a lei, nas dimensões da vida, liberdade, igualdade, segurança e propriedade.

Portanto, não me venha com nenhuma cura. Porque, aqui, quem precisa de tratamento é você, nobre cidadão, que ainda não compreendeu que somos plurais. E, enquanto tivermos sangue pulsando, abusaremos dessa pluralidade, sim. Você querendo ou não.

E quanto a sociedade, o que pedimos é que tente entender a diversidade como um valor e não como um defeito. Precisamos da diversidade, da pluralidade, da união. E, assim, voaremos ainda mais longe. Sendo e levando amor.

CURA GAY

Transtorno Poetico

Poeta, escritor, compositor sergipano e parceiro musical de muitos; idealizador do projeto literário multimídia Transtorno Poético; integrante do duo InspiraSons - um misto de música e poesia que vem percorrendo saraus pelo Brasil afora; duas vezes finalista do Festival Sescanção; premiado no Festival de Música da TV Atalaia enquanto compositor; criador e um dos produtores culturais do evento Pôr do Sol, Som & Poesia. Pelos meus caminhos, busco reunir trabalhos autorais em diversos segmentos artísticos e trazer a poesia para o cotidiano, para bares, casas de show e festivais.
Prazer, J. Victor Fernandes!
www.transtornopoetico.tumblr.com | www.facebook.com/transtornopoeticoo | Instagram: @transtorno_poetico, @inspirasons | 

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Tenho amigxs gays curandeirxs, já me curaram de muito lixo emocional e preconceito histórico cotidiano que precisava perceber e me livrar para evoluir, seguir mais leve e ser uma pessoa melhor. E para me curar elxs só precisaram ser.

Cura gay é ser curado pelo testemunho da missão alheia, que nos ensina: TODO AMOR É BÊNÇÃO no templo sagrado dos nossos corpos e não nos templos de pedra e de poder. Essa é a verdadeira cura gay, pelo direito inerente de ser e pela cura das almas realmente adoecidas.

O ser humano precisa sair de todo e qualquer tipo de armário que o impeça de amar a si e amar ao próximo.


---------------- J. V.

#transtornopoetico

 

PRÓXIMAS PARTICIPAÇÕES E DICAS CULTURAIS

FAVS

PROJETO OUTSIDE - SEU SERGIPE
É com muito prazer que convidamos você para a primeira exposição de artes no Seu Sergipe. Será um evento realizado pela FAVS. Nesta data, você pode conferir atrações musicais, performance, exposição de fotografia, esculturas, pinturas e ilustrações. Lógico que não vai faltar comida e bebida Sergipana. Os preços para degustar os pratos vão de R$5 a R$20. Confirme presença e conheça um pouco mais do nosso estado!

A VIDA É ESCRITA À CANETA

Cara do Espelho

Quando a gente se olha no espelho e não se reconhece ou enlouquece ou escreve. Fiz um pouco dos dois. Estudo jornalismo e escrevo no blog Cara do Espelho sobre o que vejo, sinto e reflito. No mais, não sou nada. Estou de passagem, estou em mutação, em evolução. Apenas estou.

Por Diogo Souza, o Cara do Espelho.

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Durante a aula de hoje, vi alguém usando um lápis para escrever e depois pedindo uma borracha para apagar um erro. Isso me fez perceber que o único período que escrevi a lápis foi a infância, quando tudo era mais lúdico, quase fantasioso. Nessa época era permitido errar. Isso me fez pensar que a vida é como um texto escrito à caneta. Se você errar, não tem como apagar, pois é tudo marcado a tinta. Ou você desiste da folha inteira e a rasga, ou você borra, corrige e segue em frente.

E as pessoas reagem de maneiras diferentes aos próprios erros. Tem quem passa um traço e continua prontamente o caminho, outros não aceitam muito bem a incorreção e tentam encontrar uma maneira de remendar as coisas e incorporar o erro. Também tem aqueles que fazem borrões para cobrir a falha, alguns mais suaves e espaçados, outros bem fortes e marcados, enfatizando o tropeço na linha. E tem ainda aqueles que passam corretivo e fingem que nada aconteceu.

Essas são só algumas formas de lidar com os erros “irremediáveis” do mundo adulto, não somente numa folha de papel. São as formas de aceitar, entender, corrigir e seguir em frente. A forma como reagimos diante dos erros dirá se conseguiremos aprender e acertar adiante. Erros são uma grande fonte de aprendizado para quem tem humildade e sensibilidade para aprender com eles.

Quando vejo um texto cheio de borrões, não o encaro como cheio de erros, mas sim como cheio de reflexão e aprendizado. A mesma coisa acontece com as pessoas que encontro, prefiro imensamente ver aquelas que estão cheias de borrões do que as que se cobrem de corretivo e remendos mal feitos. Prefiro as que tiveram coragem de assumir os desacertos, aprenderam com eles e seguiram em frente.

Isso é grandioso. Aprender com os erros é verdadeiramente humano.

CADÊ O FILTRO?

Filhos etc. e tal

Depois que temos filhos, o universo da maternidade nos absorve por completo, não tem jeito. Queremos compartilhar dicas e vivências, tirar dúvidas, fazer nossa programação para o fim de semana em família, saber mais sobre educação, saúde, alimentação, entre outros assuntos. Também desejamos mais compreensão e menos julgamentos ou palpites. Esse espaço aqui é para isso. Toda semana, eu – Jornalista há mais de 10 anos - vou contar uma história real, protagonizada por minha filha Luiza, de apenas 03 aninhos; e trazer notícias que interessam a todos aqueles que encaram diariamente o maravilhoso desafio de ter filhos.
Prazer, Gabriela Melo!
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Perdi as contas das vezes que minha filha me fez querer evaporar de vergonha. Já soltou pum no elevador, levantou meu vestido numa festa, se jogou no chão do shopping... Mas quase sempre o constrangimento tipo 'super big vexamão' acontece porque ela fala o que pensa, sem nenhum filtro. Chamam isso de "espontaneidade", mas em alguns casos dá pra substituir por "Meu Jesus amado, cadê o buraco?". É tenso demais! E o maior problema é que NUNCA sabemos o que fazer na hora. A vontade é de sumir, simplesmente.

Uma vez estávamos na sala de espera de um consultório médico, em Recife. Um lugar bem pequeno, de uns 3x3m. Entra um homem de olhos esbugalhados, dentes tortos saltados pra fora da boca, nariz bem grande, pescoço comprido, cabelo assanhado. Luiza olha bem pra ele e dispara, à queima roupa: "Nossa, que homem feio!". Outra vez, no parquinho, um menino, ao ser chamado pela mãe, disse que não iria pra casa de jeito nenhum e ainda chamou ela de ‘chata’. Luiza se aproximou da mulher e disse: "Ele é muito mal educado!". Eu fiquei roxa, mas ela riu e levou numa boa.

Lembro bem de outro fato semelhante. Estávamos numa lanchonete comendo pão de queijo quando duas senhoras - super produzidas, bem vaidosas - se aproximaram. Luiza, que costuma falar baixinho, nesse dia estava "sem retorno" e acabou falando bem mais alto do que o normal: - "Olha, duas velhas!". As senhoras estavam muitíssimo perto e com toda certeza do mundo escutaram aquilo. Eu e o pai de Luiza ficamos com os olhos arregalados e as bochechas pegando fogo, sem ação. Discutir o tema naquele momento, na frente das senhoras, talvez as constrangesse mais. Optamos por falar sobre o assunto depois de sairmos dali. Explicamos tudo que achamos que devíamos, destacando que não é legal chamar as pessoas de ‘velhas’.

Semana passada, eu e Luiza fomos numa feira de adoção de animais. Antes, falei um pouco sobre o que era adoção e sobre animais abandonados. Disse também que só iríamos olhar os bichinhos. Chegamos tarde e não havia muitos cachorros disponíveis para adoção, só uns quatro ou cinco. Luiza se apaixonou pelo mais idoso. Ele era grande, bonito, tinha olhos opacos e tremia muito. Nem se levantava. “Vamos levar esse pla casa, por favor?”, pediu, quase suplicando. “Esse é muito velhinho, ele não vai conseguir brincar com você”, eu respondi. “Mamãe, você chamou ele de velho! Ele está muito tiste, veja a calinha dele. Você tem que pedir desculpa!”, disse ela, com os olhos cheios de lágrimas e a voz meio embargada. Fiz um afago e pedi perdão ao bichinho, claro.

Tenho certeza que nesse episódio da feira de adoção ela lembrou da conversa que tivemos depois do que aconteceu na lanchonete, com as duas senhoras. Por isso levei bronca, com razão. Mas, voltando à falta de filtro... tem coisas que dá pra explicar, repreender, ensinar. Em outras situações, resta curtir aquela vergonhinha e aceitar que criança é assim mesmo. Luiza, por exemplo, às vezes rejeita categoricamente uma pessoa que está fazendo de tudo para ser agradável. Já aconteceu de desconhecidos elogiarem ela, perguntarem o nome, fazerem um afago e ela mandar: "Não gosto de você!". Parece que o santo não bate, sei lá. Fazer o que? Que argumentos usar? Não dá pra forçar afeto. Não acho que isso faça parte do "ser educado".

O fato é que nem tudo as crianças são capazes de compreender, especialmente quando se trata das regras do complicado jogo da vida e da convivência social. Só o tempo vai presentear nossos filhos com certos filtros. Até lá, torço pra que alguém crie a fórmula da invisibilidade e que as pessoas sejam compreensivas e tolerantes com a espontaneidade das crianças - assim como costumam ser com os mais idosos -, sem culpar sempre os pais por cada palavra e atitude de suas crias. Nem tudo depende da nossa vontade, acredite!

Luiza na escada

 

COMPARTILHANDO...

Feiras da Agricultura Familiar 

FEIRINHAS ORGÂNICAS
Para a alegria dos amantes da alimentação saudável, atualmente Aracaju conta com várias opções de feirinhas orgânicas. No Shopping Jardins, a Feirinha Sobre Rodas acontece toda sexta-feira, das 16 às 20h. O ônibus da Cooperativa de Produção Sustentável de Sergipe (Coopersus) sempre estaciona perto da portaria B e oferece frutas, verduras e hortaliças livres de agrotóxico. Outra opção é a Feirinha Riomar, que ocorre toda quinta-feira, a partir das 15h, no 3º piso do edifício-garagem, próximo aos elevadores. Também tem a Feira da Agricultura Familiar de Produtos Orgânicos, projeto as Secretaria de Estado da Inclusão Social promovida em diversos endereços. Confira no calendário.

 

maria flor

CAMPANHA MARIA FLOR
Maria Flor, de 1 ano e meio, está enfrentando uma dura batalha contra a leucemia. Ela começou a segunda etapa do tratamento e, junto com sua família, está se mudando para São Paulo. Para ajudar a custear as despesas, os pais da pequena Flor e alguns amigos criaram uma campanha de arrecadação. Qualquer valor pode ser depositado na seguinte conta:

BANCO DO BRASIL
AGÊNCIA: 3361-8
VARIAÇÃO: 51
CONTA POUPANÇA: 609.203-9
TITULAR: CLÁUDIO MECENAS (pai da Maria Flor)
CPF: 882.314.105-20



mix 

PARADA MIX
Nesta sexta e sábado (22 e 23), a partir das 17h, a Mix FM Aracaju promove a ‘Parada Mix Food Truck’, no estacionamento do Extra. Além de várias opções de comidinhas, haverá música e parque infantil com brinquedos infláveis gratuitos.


dia do conto

DIA DO CONTO
Sábado (23), na livraria Escariz da av. Jorge Amado, tem música e contação de história com Coracy. A programação começa às 15h30 e a entrada é 1kg de alimento não- perecível por criança, para doação destinada à Comunidade Católica Servos e Servas da Santíssima Trindade.


TARDE GELADINHA
A loja Lilica e Tigor, no shopping Jardins, está preparando uma programação especial e gratuita para a criançada. Neste sábado (23), as 15 às 18h, acontece a Tarde Geladinha, com as gostosuras da Divino Geladin e pintura facial com Tia Carla.


É PRIMAVERA!
O Jardim Escola Babylândia comemorou a chegada da primavera com uma festa linda, animada e colorida. As crianças vestiram roupas floridas, se reuniram na quadra e cantaram músicas sobre a estação das flores. Fofo demais!

 

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AMERICAN PARK
Quem passou recentemente pelo shopping Jardins deve ter visto que o American Park está sendo montado na área do estacionamento, perto da entrada da Riachuelo, com atrações para crianças, jovens e adultos. Na página do parque, no Facebook, a organização já confirmou atrações como o Ranger, Extreme, Top Spin e Waka Waka, além dos tradicionais montanha russa, roda gigante, bate-bate, carrossel, cama elástica, entre muitos outros brinquedos. A estreia está prevista para o dia 27 (ainda sem confirmação), mas a promessa é de muita diversão e adrenalina.

 

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HAPPY HOLI
Aracaju recebe neste fim de semana a quarta edição do Happy Holi. O festival de música e cor acontece neste sábado (23), das 14h às 22h, na Arena de Eventos, na Coroa do Meio. DJs nacionais e internacionais vão tocar reggae, world music e hip-hop. O momento mais aguardado é quando o público espalha pelo ar o Gulal (pó colorido), que enche o lugar de cor e magia, criando um momento único de bem estar e euforia. Os ingressos estão à venda na Central do Ticket, no Riomar Shopping. Os valores variam de R$ 60 a R$150. A entrada de crianças com idade acima de seis anos é permitida se elas estiverem acompanhadas dos pais ou responsáveis. Pessoas com idade acima de 12 anos têm acesso livre.

 

malwee kids

MALWEE KIDS
A Malwee Kids tá com uma promoção incrível para o Mês das Crianças. A cada R$ 149,90 em compras mais R$ 39, você leva pra casa uma boia linda em formato de picolé, bem grandona. A criançada vai amar! É aproveitar a promoção e rezar pra o solzinho aparecer, né?

 

SORORIDADE QUANDO CONVÉM

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“Morena”, “parda”, “mulata”, “caucasiana escura”... sempre se utilizam de eufemismos, como se a cor negra fosse um problema, um defeito. Chega de eufemismos, chega de ignorar o óbvio: somos negros. Mestiços ou não, de pele mais clara ou não, carregamos em nossos traços, narizes, cabelos e corpos a benção da negritude.
Carregamos luta, carregamos força. Nada de diminuições, é negra. 
Prazer, Thiarlley Valadares. Sim, negra!

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Acredito que nunca se falou tanto em união de gênero como nos últimos anos. A mulher foi criada para ser competitiva, para ‘dar na cara das inimigas’ e ser sempre a melhor, a mais bonita, a mais sensual. Após o renascer do feminismo é que passamos a tratar as situações acima como irrelevantes e tentamos, pouco a pouco, acabar com essa rivalidade e pregar a união e o companheirismo entre mulheres, principalmente em casos de vulnerabilidade como assédios e estupro.

É uma palavrinha nova que você já deve ter lido por aí: sororidade.

Em sua definição, consiste no “não julgamento prévio entre as próprias mulheres que, na maioria das vezes, ajudam a fortalecer estereótipos preconceituosos criados por uma sociedade machista e patriarcal”.

Logo, entendo que a partir do momento que nos denominamos feministas e unidas, temos que nos focar no não julgamento prévio. Somos livres para sermos o que bem entendemos, em todos os aspectos, e isso ainda causa desconforto para conservadores. Foi através do feminismo e da nossa união que conseguimos o direito ao voto, aos estudos, ao emprego fora das salas de aula e da enfermagem. Assim, é preciso estar claro que devemos apoiar umas as outras, independente da divergência entre nossas escolhas. Afinal, a partir do momento que somos livres, temos total direito de escolha – sendo esta a mais comum ou não.

O que machuca e até mesmo desacredita todo o movimento, é quando mulheres que pregaram a sororidade, principalmente em debates na internet e nas redes sociais, ao se verem fora da web, detonam suas semelhantes. Tenho visto muito discurso de amor às “manas” e presenciado atitudes contrárias quando esta mesma união é colocada a prova.

O que mais tem me incomodado no meio feminino negro, por exemplo, é a imposição do uso de cabelos ao natural. Por tanto tempo fomos condicionadas, não, forçadas a usar um padrão de beleza alisado e não importava o que fizéssemos, ainda assim não era o bastante. Desta forma, agora que os cabelos cacheados e crespos estão ganhando espaço, não cabe a nós forçar que outras mulheres assumam seus cachos.

A escolha precisa vir da principal beneficiada.

Fomos e somos forçadas o tempo todo a ser quem não queremos. 

Não nos cabe, em momento nenhum, impor um estilo de vida para alguém.

A sororidade é linda e necessária. Pregue-a por onde passar, mas acima de tudo, pratique-a.

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Abre a boca, mana! Quem disse que as manas não podem falar sobre tudo? Pois é, aqui a gente vai conversar sobre as políticas envolvendo a comunidade LGBTQ, a criminalização da transfobia, lesbofobia e homofobia, o mercado de trabalho, as incríveis histórias de vida, denúncias e a importância da representatividade. A coluna é um espaço para novas frentes de pensamentos sobre o universo LGBTQ em Sergipe.

Prazer, Jonatan Santana!

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O processo de aceitação sexual, talvez, seja um dos momentos mais difíceis para uma pessoa. Nele, sentimentos se misturam e esbarram com o próprio modo de ser. Tudo parece muito confuso. E é mesmo. Por isso que, hoje, entendo que cada um tem o seu tempo. Seu modo de ver e enxergar a própria sexualidade. Sem pressa. Sem cobranças.

Eu sei, não é fácil. Até porque, em pleno século 21, após tantas lutas e tabus terem sido quebrados, a orientação sexual de alguém ainda é motivo de discriminação, opressão. E isso é triste. Aliás, isso é terrível. Descobrir-se LGBTQ, na maioria das vezes, causa desconforto para o próprio indivíduo e para quem convive com ele. E tudo que a pessoa precisa, neste momento, é de apoio e não cobranças.

E, quando falo em cobranças, me refiro diretamente a muitos outros LGBTQ’s que insistem em empurrar o outro para fora do armário. Forçando um enfrentamento social precipitado. Imaturo.

Muitos LGBTQ’s não vivem plenamente sua vida afetiva e sexual com medo, especialmente, da rejeição e dos julgamentos por parte de amigos, familiares, conhecidos. Ainda é comum, aqui e em demais países do mundo, associar a homossexualidade a algo ruim. Inferior. E, lá dentro do armário, a pessoa luta contra seus gigantes e, dia a dia, tenta vencê-los. Mas tudo leva tempo. É preciso reconhecer isso. Entender.

Ser gay, lésbica, bissexual, transexual, travesti ou queer, nós sabemos, não é uma escolha. E, por assim ser, também sabemos que cabe a cada um decidir o que fazer em relação à sua própria vida - como em tudo que circunda o cotidiano individual de cada um. Portanto, amigos, se aquele alguém próximo ainda insiste em esconder sua verdadeira orientação sexual, converse, oriente. Dê seu melhor conselho. Mas nunca, em hipótese alguma, obrigue-o a sair do armário só porque, para você, essa é a decisão correta. Somos diferentes, inclusive, no processo de aceitação.

Então, vamos fazer um acordo: se não puder trazer um conforto nesse período tão turbulento, não faça nada que possa, quem sabe?, causar ainda mais danos.

Tenha empatia. Respeite o tempo e armário de cada um.

A-CORDA

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Poeta, escritor, compositor sergipano e parceiro musical de muitos; idealizador do projeto literário multimídia Transtorno Poético; integrante do duo InspiraSons - um misto de música e poesia que vem percorrendo saraus pelo Brasil afora; duas vezes finalista do Festival Sescanção; premiado no Festival de Música da TV Atalaia enquanto compositor; criador e um dos produtores culturais do evento Pôr do Sol, Som & Poesia. Pelos meus caminhos, busco reunir trabalhos autorais em diversos segmentos artísticos e trazer a poesia para o cotidiano, para bares, casas de show e festivais.
Prazer, J. Victor Fernandes!
www.transtornopoetico.tumblr.com | www.facebook.com/transtornopoeticoo | Instagram: @transtorno_poetico, @inspirasons | 

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Não há corda no acordo

Sonhei com o enforcado

Dependurado no abismo

Acordei desacordado

Um dia ela estourou

Não eram nervos de aço

Era uma vida sem graça

Eu, não mais marionete do mundo

Lucidamente louco talvez

Certo do que me convém e da convenção imposta

São e livre para mim

Seguro de ser a minha resposta

Quem está de ponta cabeça, o homem ou o mundo?

Não há corda no acordo

Sonhei com o enforcado

Dependurado no abismo

Acordei desacordado

Um dia ela estourou

Não eram nervos de aço

Era uma ave sem asa

Eu, sem as âncoras que me prendiam

Lucidamente um pouco por vez

Meu normal é sair voando alto

Coração feito balão cheio de vida

São para tirar os pés do chão

Seguro da queda e do risco do salto

Quem está de ponta-cabeça, o homem ou o mundo?

                   ----- J. Victor Fernandes.

O Enforcado tarot

 

PRÓXIMAS PARTICIPAÇÕES E DICAS CULTURAIS

Bia Ferreira

Desde que o tempo é tempo, no mundo se canta...

Eis que surge mais Voz no mundo negrx musical, Bia Ferreira.

Num cenário em que a repetição de fórmulas, a vulgarização da sexualidade, a segmentação de mercado, a falta de raízes e outras coisas ditam as regras no perfil da música brasileira, ela chega portando o estandarte de uma negritude musical performática em gesto, fala, som e cordas.

Compositora com potente trabalho autoral, brasileira sem clichê, moderna sem forçar a barra, batuqueira natural, de musicalidade profunda e suavidade jazzística, Bia é devota suprema do balanço. Artista do ghetto, sua voz é dissonante e ativista.

Tudo isso será visto no dia 21 de setembro, às 21h, no Patrón. Acesso: R$ 10,00.

 

Sobre Nós

O Soma Notícias é um projeto voltado para garantir que a notícia chegue até o leitor de forma qualificada, com a confiabilidade necessária, numa forma de reportar à toda sociedade assuntos que são de interesse público. Como vivemos um momento diferenciado na comunicação, em que a importância de quem consome a notícia é mais valorizada do que nunca, o Soma Notícias vem para se somar ao objetivo de termos uma sociedade cada vez mais justa, plural e ciente de que os direitos e os deveres dos cidadãos se aplicam a todos, sem exceção. E isso só é possível se tivermos acesso a uma gama de informações confiáveis, que não abram espaço para a dúvida quanto a sua procedência. Essa é a missão do Soma Notícias. E é para executá-la que aqui estamos!

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