Quinta, 21 Dezembro 2017 00:00

COCO EM SERGIPE | Consorciação traz benefícios para a produção e renda extra para o produtor

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O plantio do coco verde (confira a primeira matéria da série especial COCO EM SERGIPE) oferece a possibilidade de consorciação com outras culturas. Por ser uma cultura perene, ela pode ser consorciada a culturas temporárias, como feijão, milho, girassol, etc. Com a leguminosa existe, inclusive, uma relação de beneficiamento. “A gliricídia promove cobertura morta para o solo, retendo a umidade e beneficiando o coqueiro. A lógica de um consórcio pode se referir ainda ao aporte de nitrogênio de uma leguminosa para o coco. E nos casos de culturas para alimentação animal, forrageira, por exemplo, já se entra com uma segunda fonte de renda, uma consorciação lavoura-pecuária do coqueiral”, aponta o pesquisador Ronaldo Resende, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Tabuleiros Costeiros.

Segundo o pesquisador, intercalar outra cultura entre as linhas do coco é uma opção, sobretudo no período após o plantio. “O coco ainda vai levar de dois a três anos para começar a dar comercialmente. Nesse período, o pequeno agricultor precisa comer. E mesmo depois do coco estabelecido como cultura, é possível manter ali uma segunda renda”, sugere.

Parte dos estudos conduzidos pela Embrapa busca identificar as culturas que se comportam melhor e em harmonia dentro do consórcio do coco, a partir de parâmetros técnicos, como o melhor espaçamento com o milho, com o feijão; a quantidade de pés de feijão que podem entrar numa parcela entre linhas de coco de forma que não entrem em competição, não roubem água e nutrientes do coco, etc.

A depender da região, essas culturas podem se utilizar do sistema de microaspersão, mas não outro tipo de irrigação. “No máximo, na linha de planta entre plantas, mas entre linhas não, porque se aproveitaria pouco. Por isso não dá para imaginar como uma cultura irrigada. Teria que se associar o coco a cultivo de inverno, que aproveita o tempo de chuva da região. Às vezes acontece consorciação de fruteira com fruteira. Temos experimentos coqueiro e banana, ou coqueiro e mamão, mas na linha, tentando deslocar um pouquinho o microaspersor para que ele possa atender tanto ao coqueiro, quanto à bananeira e ao mamoeiro, mas sem prejudicar”, conclui Ronaldo Resende.


Consorciação COCO SAULO COELHO

|Por Rebecca Melo - Equipe Soma+
|Fotos: Saulo Coelho

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